Entre Lençóis e Suspiros

Primeira VezPor Tonkix6 leituras
Entre Lençóis e Suspiros
**Entre Lençóis e Suspiros** O elevador subiu devagar, como se cada andar fosse um suspiro contido. Clara ajustou a alça da bolsa de couro italiano contra o ombro, sentindo o peso da decisão que a trouxera ali. O tecido do vestido preto, justo na medida certa para sugerir sem revelar, roçava em suas coxas a cada passo, um lembrete sutil de que aquela noite não era como as outras. Na bolsa, o celular vibrou uma última vez—uma mensagem de sua assistente, algo sobre uma audiência na segunda-feira. Ela ignorou. Havia coisas mais urgentes agora. A porta do apartamento de Rafael já estava entreaberta quando ela chegou, como se ele soubesse que ela hesitaria antes de bater. Um fio de luz âmbar escapava pela fresta, acompanhado de uma melodia baixa, algo com piano e cordas que parecia envolver o corredor em um abraço. Clara respirou fundo, sentindo o perfume de sândalo e algo mais—talvez bergamota, talvez o cheiro do próprio Rafael—misturado ao ar. Empurrou a porta com a ponta dos dedos. O apartamento era menor do que ela imaginava, mas cada detalhe parecia calculado para seduzir. Velas tremulavam em castiçais de ferro sobre a mesa de centro, suas chamas dançando ao ritmo da música, projetando sombras longas nas paredes de tijolos aparentes. Havia livros empilhados no chão, partituras espalhadas sobre o sofá de veludo gasto, e uma garrafa de vinho tinto já aberta, respirando ao lado de duas taças de cristal. O cheiro de madeira queimada vinha da lareira falsa, mas o calor que subia por suas pernas era real, como se o próprio ambiente a tocasse. Rafael estava de costas, ajustando algo no aparelho de som, os ombros largos delineados pela camisa branca de linho, as mangas dobradas até os cotovelos. O tecido se moldava ao contorno dos músculos dos braços, e Clara se pegou imaginando como seria sentir aqueles braços ao redor de sua cintura, puxando-a contra ele. Ele se virou antes que ela pudesse desviar o olhar. — Chegou — disse ele, a voz rouca, como se tivesse passado a noite cantando. Um sorriso lento se abriu em seus lábios, aquele tipo de sorriso que prometia coisas que palavras não conseguiam dizer. Clara entrou, fechando a porta atrás de si com um clique suave. O som ecoou no silêncio carregado de expectativa. — Você deixou a porta aberta — ela observou, tentando soar casual, mas sua voz saiu mais baixa, mais íntima do que pretendia. — Eu sabia que você viria. — Rafael deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles. — E eu queria que você se sentisse convidada. O ar entre eles parecia mais denso, como se cada molécula estivesse carregada de eletricidade. Clara sentiu o calor subir por seu pescoço, o rubor se espalhando pelas bochechas. Ela não era assim—não era de perder o controle, de deixar que a paixão ditasse seus passos. Mas ali, naquele apartamento que cheirava a noite e pecado, tudo o que ela queria era esquecer as regras. — O jantar foi… interessante — ela murmurou, deixando a bolsa escorregar pelo braço até pousar no sofá. — Todas aquelas indiretas. — Indiretas? — Rafael ergueu uma sobrancelha, fingindo inocência. — Eu só estava sendo educado. — Educado? — Clara riu, um som suave e quebradiço. — Você passou a noite inteira encostando o pé no meu por baixo da mesa. E aquele jeito de lamber o garfo… Ele deu mais um passo, agora perto o suficiente para que ela sentisse o calor de seu corpo. Rafael inclinou a cabeça, os olhos escuros fixos nos dela. — Você gostou. Não era uma pergunta. Clara não respondeu. Em vez disso, deixou o olhar percorrer o apartamento—os lençóis de seda jogados sobre o sofá, a cama desarrumada visível através da porta entreaberta do quarto, as pétalas de rosa espalhadas pelo chão como um rastro. Ela sabia o que aquilo significava. E, Deus, ela queria. — Está com sede? — Rafael perguntou, pegando a garrafa de vinho. O líquido rubi escorreu para dentro da taça com um som quase erótico. — Sim — ela admitiu, mas não estava falando do vinho. Ele encheu as duas taças e estendeu uma para ela. Quando seus dedos se tocaram, foi como se uma corrente elétrica percorresse sua pele. Clara prendeu a respiração, sentindo o peso daquele contato, a forma como Rafael não retirou a mão imediatamente. Em vez disso, seus dedos deslizaram pelos dela, lentos, deliberados, como se estivessem traçando um mapa. — Você é linda — ele murmurou, a voz tão baixa que ela quase não ouviu. — Mais linda do que eu lembrava. Clara levou a taça aos lábios, sentindo o vinho descer pela garganta, quente e doce. Ela não desviou o olhar. — Você diz isso para todas as mulheres que traz aqui? Rafael riu, um som profundo e vibrante que fez algo dentro dela se contrair. — Só para as que merecem. Ela deveria ter respondido com uma réplica afiada, algo que mantivesse a distância entre eles. Mas as palavras morreram em sua língua quando ele se aproximou ainda mais, o cheiro de seu perfume—algo amadeirado, com um toque de fumaça—envolvendo-a. Rafael ergueu a mão livre, afastando uma mecha de cabelo que caía sobre o ombro dela. Seus dedos roçaram a pele de seu pescoço, e Clara sentiu um arrepio percorrer sua espinha. — Você está tremendo — ele observou, a voz agora mais rouca. — Está frio — ela mentiu. Rafael sorriu, como se soubesse exatamente o efeito que causava nela. — Então eu vou ter que te esquentar. Ele não a beijou. Ainda não. Em vez disso, levou a taça aos lábios e tomou um gole, os olhos nunca deixando os dela. Clara sentiu o coração bater tão forte que teve certeza de que ele podia ouvir. O vinho, o calor, a música—tudo conspirava para deixá-la à beira de algo que ela não sabia se estava pronta para enfrentar. Mas, Deus, como ela queria. Rafael estendeu a mão, os dedos roçando seu queixo antes de deslizarem para a nuca, puxando-a suavemente para mais perto. Clara não resistiu. Quando ele finalmente inclinou a cabeça, seus lábios estavam a um suspiro dos dela, tão perto que ela podia sentir o gosto do vinho em sua respiração. — Última chance de fugir — ele sussurrou. Clara não respondeu. Em vez disso, fechou os olhos e esperou. O ar entre eles parecia carregado de eletricidade, como se cada molécula vibrasse com uma energia prestes a explodir. Clara ainda sentia o calor da respiração de Rafael em seus lábios, o quase-contato que a deixara à beira de um precipício. Seus dedos, antes firmes ao redor da haste da taça, agora tremiam levemente, traindo a calma que ela tentava projetar. Ele não se afastou. Pelo contrário, aproximou-se ainda mais, como se o espaço entre seus corpos fosse uma ofensa pessoal. — Você gosta de vinho? — A pergunta de Rafael saiu baixa, quase um murmúrio, mas carregava uma intenção que ia muito além das palavras. Sua mão livre deslizou até a garrafa escura sobre a mesa de centro, os dedos longos e hábeis envolvendo o gargalo com a mesma destreza com que tocava as cordas de seu violão. Clara observou, hipnotizada, enquanto ele servia o líquido rubi em duas taças de cristal, o som do vinho caindo suave, quase musical. — Depende — ela respondeu, a voz um fio de seda quebrado. — Do vinho. E da companhia. Rafael ergueu os olhos, um sorriso lento curvando seus lábios. Não era um sorriso inocente. Era o tipo de sorriso que prometia coisas que Clara, em seus trinta e dois anos de vida meticulosamente planejada, nunca havia se permitido desejar com tanta intensidade. — Então vamos ver se este aqui agrada aos dois. Ele estendeu a taça para ela, e Clara estendeu a mão para recebê-la. Foi nesse momento que aconteceu: os dedos de ambos se tocaram. Não foi um acidente. Não foi um deslize. Foi deliberado, um jogo de pele contra pele, a ponta dos dedos de Rafael roçando os dela com uma lentidão calculada. Clara sentiu o contato como uma descarga, um choque suave que percorreu seu braço e se instalou no centro de seu corpo, deixando-a consciente de cada terminação nervosa, de cada batida acelerada do coração. — Desculpe — ele murmurou, mas não havia arrependimento em sua voz. Seus dedos permaneceram ali, pressionando levemente os dela, como se testando a reação de Clara. Ela não se afastou. Não conseguiu. — Tudo bem — ela disse, mas sua voz saiu mais ofegante do que pretendia. Rafael não soltou a taça. Em vez disso, seus dedos deslizaram pelos dela, acompanhando o contorno de sua mão até o pulso, onde o batimento de Clara era um tambor furioso sob sua pele. Ele inclinou a cabeça, os olhos escuros fixos nos dela, e Clara sentiu como se estivesse sendo desnudada, camada por camada, sem que uma única peça de roupa fosse removida. — Você está nervosa — ele observou, a voz um ronronar baixo. — Não estou. — Mentira. — Ele sorriu, e o polegar começou a traçar círculos lentos na parte interna de seu pulso. Clara sentiu o toque como se fosse diretamente em seu ventre, uma onda de calor que a fez apertar as coxas sem perceber. — Mas não precisa ter medo. Eu não mordo. Pelo menos, não ainda. Ela deveria ter rido. Deveria ter feito algum comentário espirituoso para aliviar a tensão. Mas as palavras morreram em sua garganta quando Rafael finalmente soltou a taça, deixando-a equilibrada entre os dedos de Clara. Ele não se afastou. Em vez disso, sua mão livre encontrou a dela novamente, entrelaçando os dedos com uma intimidade que a deixou sem fôlego. — Prove — ele ordenou, a voz agora mais rouca. Clara levou a taça aos lábios, mas seus olhos nunca deixaram os dele. O vinho era doce e intenso, com notas de frutas escuras e um toque de especiarias que queimava levemente ao descer pela garganta. Ela engoliu, sentindo o calor se espalhar por seu peito, mas não era apenas o álcool. Era ele. Era a maneira como ele a observava, como se cada movimento seu fosse uma revelação. — Bom? — Rafael perguntou, embora já soubesse a resposta. — Muito — ela admitiu, e sua voz saiu mais suave do que pretendia. Ele sorriu, satisfeito, e finalmente soltou sua mão. Mas não se afastou. Em vez disso, seus dedos encontraram o colarinho de Clara, brincando com a fina corrente de prata que descansava em seu decote. O toque era leve, quase imperceptível, mas Clara sentiu como se ele estivesse traçando uma linha de fogo diretamente entre seus seios. — Você está usando isso desde o jantar — ele comentou, os dedos deslizando pela corrente até alcançar o pequeno pingente em forma de pena. — É bonito. — Obrigada — ela conseguiu dizer, embora sua mente estivesse ocupada demais tentando processar a sensação de seus dedos contra sua pele. — Tem significado? Clara hesitou. Ela nunca falava sobre o colar. Era um presente de sua mãe, dado no dia em que ela passou no exame da OAB, um símbolo de liberdade e força. Mas algo na maneira como Rafael olhava para ela, como se pudesse ver através de suas defesas, a fez querer contar. — Minha mãe me deu — ela disse, finalmente. — Quando eu passei na prova da Ordem. Ela disse que era para me lembrar de que eu podia voar. Rafael ergueu os olhos, surpreso, e por um momento, Clara viu algo além do desejo em seu olhar. Algo mais profundo, mais humano. Mas então ele sorriu, e o momento passou. — E você voa, Clara? — ele perguntou, os dedos ainda brincando com o pingente. — Às vezes — ela admitiu. — Mas não com frequência suficiente. — Então talvez eu possa te ajudar com isso. Seus dedos deslizaram do pingente para o botão superior de sua blusa, e Clara sentiu o ar prender em seus pulmões. Não era um movimento brusco. Não era uma investida agressiva. Era lento, deliberado, como se ele estivesse dando a ela tempo para recuar. Mas Clara não queria recuar. Ela queria mais. — Rafael... — ela começou, mas as palavras morreram quando ele finalmente desabotoou o primeiro botão, expondo um pedaço de pele que queimava sob seu olhar. — Shhh — ele murmurou, inclinando-se para mais perto. Seus lábios roçaram a orelha de Clara, e ela sentiu o hálito quente contra sua pele, enviando um arrepio por todo o seu corpo. — Você não precisa dizer nada. Só precisa sentir. E então, antes que ela pudesse responder, ele tomou a taça de suas mãos e a colocou sobre a mesa. Clara não protestou. Não quando ele segurou seu rosto entre as mãos, os polegares acariciando suas bochechas com uma ternura que a deixou ainda mais vulnerável. Não quando ele inclinou a cabeça, aproximando-se até que seus lábios estivessem a um fio de distância dos dela. — Última chance — ele sussurrou novamente, mas desta vez não havia brincadeira em sua voz. Havia apenas desejo, cru e honesto. Clara fechou os olhos, sentindo o peso de sua decisão. Ela poderia recuar. Poderia se afastar, pegar sua bolsa e sair pela porta, voltando para a segurança de sua vida ordenada. Mas então ela sentiu o polegar de Rafael roçar seu lábio inferior, e todo o seu corpo respondeu com um desejo que não podia mais negar. Ela não queria segurança. Ela queria isso. E então, sem dizer uma palavra, ela fechou a distância entre eles, seus lábios finalmente encontrando os dele em um beijo que era ao mesmo tempo uma pergunta e uma resposta. O beijo começou como um incêndio contido, mas bastou um segundo para que as chamas os consumissem por inteiro. Os lábios de Rafael eram quentes, exigentes, movendo-se contra os dela com uma fome que Clara nunca havia conhecido—ou talvez sempre tivesse reprimido. Ela gemeu contra sua boca, o som abafado pela pressão de seus corpos, e ele respondeu com um grunhido baixo, quase animal, as mãos deslizando para a nuca dela, enredando-se nos fios soltos de seu cabelo. Os dedos de Clara, antes hesitantes, agora agarravam a camisa dele com força, puxando-o mais para perto, como se pudesse fundir-se a ele ali mesmo. — Porra, Clara — ele murmurou entre beijos, a voz rouca, os dentes roçando o lábio inferior dela antes de mordiscá-lo de leve. — Você não faz ideia do quanto eu esperei por isso. Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, suas mãos desceram até a barra da camisa dele, os dedos trêmulos encontrando os botões. Um a um, ela os abriu, impaciente, arrancando o tecido dos ombros largos de Rafael. A pele dele estava quente sob suas palmas, os músculos definidos contraindo-se sob o toque. Ele riu, um som escuro e satisfeito, enquanto ajudava-a a se livrar da peça, jogando-a para longe sem se importar onde cairia. — Minha vez — ele sussurrou, e antes que ela pudesse protestar, suas mãos já estavam nas costas dela, procurando o zíper do vestido. O tecido cedeu com um suspiro, deslizando pelos ombros de Clara, revelando a pele nua por baixo. Ela não usava sutiã—apenas a renda fina de uma calcinha que mal cobria o necessário. Rafael parou por um segundo, os olhos escurecendo enquanto a devorava com o olhar. — Caralho — ele praguejou, a voz estrangulada. — Você é ainda mais linda do que eu imaginei. Clara sentiu o calor subir pelo pescoço, mas não havia vergonha ali, apenas um desejo cru que a fazia arquear as costas, oferecendo-se. Rafael não precisou de mais convite. Suas mãos grandes envolveram a cintura dela, puxando-a contra si, e ela sentiu a dureza dele através da calça, pressionando-se contra seu ventre. Um gemido escapou de seus lábios quando ele inclinou a cabeça, capturando um mamilo entre os dentes, lambendo-o com a língua antes de sugá-lo com força. — Rafael — ela ofegou, as unhas cravando-se nos ombros dele. — Não para. Ele riu contra sua pele, o hálito quente fazendo-a estremecer. — Não vou parar, *amor*. Nem se você implorar. E então suas mãos estavam em toda parte—nos seios, na cintura, descendo pelas coxas, levantando o vestido até que ele se acumulasse em seus quadris. Clara respondeu com a mesma urgência, os dedos trêmulos lutando contra o botão da calça dele, finalmente libertando-o. O membro de Rafael saltou livre, pesado e quente em sua mão, e ela o envolveu com os dedos, acariciando-o devagar, sentindo-o pulsar sob seu toque. — Isso — ele grunhiu, a cabeça jogada para trás, os músculos do pescoço tensionados. — Porra, Clara… Ela não sabia quem estava mais desesperado—se ele, com as mãos agarrando seus quadris com força suficiente para deixar marcas, ou ela, com as pernas tremendo enquanto ele a erguia, encaixando-a contra si. O atrito entre seus corpos era quase insuportável, a renda da calcinha a única barreira entre eles. Rafael a pressionou contra a parede mais próxima, os lábios encontrando os dela novamente em um beijo voraz, enquanto uma de suas mãos deslizava entre suas pernas, os dedos afastando o tecido molhado. — Tão pronta — ele murmurou, o polegar circulando seu clitóris com uma precisão que a fez arquejar. — Tão molhada pra mim. Clara não conseguia pensar. Não conseguia fazer nada além de se agarrar a ele, as unhas marcando suas costas enquanto ele a tocava com uma habilidade que a deixava à beira do precipício. Quando dois dedos deslizaram para dentro dela, ela gemeu alto, o corpo inteiro contraindo-se em torno deles. — Rafael, eu… — ela não conseguiu terminar a frase. As palavras se perderam em um suspiro quando ele começou a mover os dedos, devagar no início, depois mais rápido, até que ela estivesse ofegante, os quadris rebolando contra sua mão. — Goza pra mim — ele ordenou, a voz um rosnado. — Quero sentir você apertando meus dedos. E ela obedeceu. O orgasmo a atingiu como uma onda, roubando-lhe o fôlego, o corpo tremendo enquanto ela se desfazia em seus braços. Rafael não parou, prolongando o prazer até que ela estivesse mole, apoiada nele, os lábios entreabertos em um suspiro satisfeito. Mas ele não tinha terminado. Com um movimento rápido, ele a pegou no colo, as pernas dela envolvendo sua cintura enquanto a carregava em direção ao quarto. Clara riu, um som leve e ofegante, enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dele. — Achei que você fosse me levar pra cama — ela provocou. — Ainda não — ele respondeu, a voz rouca. — Primeiro, quero você assim. E antes que ela pudesse perguntar o que ele queria dizer, ele a deitou sobre o tapete macio da sala, o corpo cobrindo o dela. A luz das velas dançava sobre a pele de ambos, pintando-os em tons de ouro e sombra. Rafael se apoiou nos cotovelos, olhando para ela com uma intensidade que a fez estremecer. — Você é minha agora — ele sussurrou, antes de capturar seus lábios em outro beijo. E Clara, sem fôlego, sem forças para resistir, só pôde concordar. O quarto os recebeu como um refúgio, as paredes absorvendo o eco dos suspiros que já haviam escapado na sala. Rafael a deitou sobre os lençóis frescos, o tecido macio contrastando com a pele ardente de Clara. Ela estendeu os braços, convidando-o a se juntar a ela, e ele não hesitou. O colchão afundou sob o peso dos dois, o corpo dele moldando-se ao dela como se tivessem sido feitos para se encaixar. A luz das velas, agora mais tênue, lançava sombras dançantes sobre os corpos entrelaçados. Rafael apoiou-se em um cotovelo, observando-a com uma intensidade que a fazia sentir-se exposta e desejada ao mesmo tempo. Com a ponta dos dedos, traçou uma linha lenta desde a clavícula até o vale entre os seios, como se estivesse memorizando cada detalhe. Clara arqueou levemente as costas, um gemido baixo escapando dos lábios entreabertos. — Você é linda — ele murmurou, a voz rouca, enquanto seus dedos continuavam a jornada, agora contornando os mamilos já endurecidos. — Cada centímetro seu. Ela mordeu o lábio inferior, os olhos semicerrados, sentindo o calor se espalhar pelo corpo. Rafael inclinou-se, substituindo os dedos pela boca, sugando com uma lentidão torturante. Clara enredou os dedos nos cabelos dele, puxando-o mais para perto, como se quisesse fundir-se a ele. Ele riu baixinho, o hálito quente contra a pele dela, antes de continuar sua exploração. As mãos dele deslizaram pelas costelas, contornando a cintura, até encontrarem as coxas. Clara as abriu instintivamente, convidando-o a explorar mais. Rafael não se apressou. Com movimentos deliberados, acariciou a parte interna das pernas, aproximando-se do centro de seu desejo, mas sem tocá-lo ainda. Ela gemeu, impaciente, e ele sorriu contra a pele dela. — Paciência — ele sussurrou, enquanto seus dedos finalmente roçavam o ponto mais sensível, fazendo-a estremecer. — Quero saborear cada momento. Clara não conseguiu responder. As palavras se perderam em um suspiro quando ele começou a acariciá-la com movimentos circulares, lentos e precisos. O prazer crescia dentro dela, uma onda que ameaçava quebrar a qualquer momento. Ela agarrou os lençóis, os nós dos dedos ficando brancos, enquanto Rafael observava cada reação, cada tremor, cada gemido. — Rafael… — ela conseguiu dizer, a voz entrecortada. — Por favor… Ele entendeu o pedido. Com um movimento suave, substituiu os dedos pela boca, explorando-a com a língua em um ritmo que a fez arquear as costas e soltar um grito abafado. Clara sentiu-se desmoronar, o prazer tão intenso que quase doía. Ele não parou, prolongando o momento até que ela estivesse à beira do abismo, os músculos tensos, o corpo todo vibrando. — Agora — ela implorou, puxando-o para cima. — Quero você agora. Rafael não precisou de mais incentivo. Ele se posicionou entre as pernas dela, os corpos se alinhando perfeitamente. Com um movimento lento, entrou nela, centímetro por centímetro, permitindo que ambos sentissem cada detalhe. Clara envolveu as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o mais para dentro, enquanto Rafael capturava seus lábios em um beijo profundo. Eles se moveram juntos, encontrando um ritmo que era ao mesmo tempo suave e intenso. Cada movimento era uma descoberta, cada toque uma nova sensação. Rafael segurou o rosto dela entre as mãos, olhando-a nos olhos enquanto se moviam em perfeita sintonia. — Você é incrível — ele sussurrou, a voz carregada de emoção. Clara não conseguiu responder. O prazer a consumia, cada fibra de seu ser concentrada no ponto onde eles se uniam. Ela sentiu o orgasmo se aproximando, uma onda que ameaçava arrastá-la para longe. Rafael acelerou o ritmo, os corpos colidindo em uma dança frenética, até que ela não conseguiu mais segurar. O clímax a atingiu como uma tempestade, o corpo todo tremendo enquanto o prazer a atravessava. Rafael não parou, prolongando o momento até que ela estivesse completamente entregue, os gemidos ecoando pelo quarto. Ele a segurou com força, sentindo cada contração, cada espasmo, antes de finalmente se deixar levar também. Com um último movimento profundo, ele chegou ao clímax, o corpo tremendo enquanto se derramava dentro dela. Eles ficaram ali, entrelaçados, os corpos suados e ofegantes, enquanto a realidade lentamente voltava a se fazer presente. Rafael beijou-a suavemente, os lábios macios contra os dela, antes de rolar para o lado, puxando-a para perto. Clara descansou a cabeça no peito dele, ouvindo o coração batendo acelerado, enquanto as mãos dele acariciavam suas costas em movimentos lentos e reconfortantes. — Isso foi… — ela começou, mas as palavras falharam. — Sim — ele completou, beijando o topo de sua cabeça. — Foi. Eles ficaram em silêncio por um momento, os corpos ainda conectados, a respiração lentamente voltando ao normal. Clara sentiu o cansaço começar a tomar conta, mas não queria que a noite acabasse. Ela ergueu o rosto, olhando para Rafael com um sorriso satisfeito. — E agora? — ela perguntou, a voz suave. Rafael sorriu, os olhos brilhando com uma promessa. — Agora, a noite ainda está só começando. Clara sentia o peso do desejo como uma corrente elétrica percorrendo sua pele, cada terminação nervosa desperta, cada respiração mais profunda que a anterior. Rafael a observava com olhos semicerrados, a luz das velas dançando em seu rosto, destacando a curva dos lábios entreabertos e a sombra da barba por fazer que roçava contra sua pele sempre que ele se inclinava para beijá-la. As mãos dele, grandes e quentes, deslizavam pelas suas costas, puxando-a para mais perto, como se o espaço entre eles fosse uma ofensa. — Você tem ideia do que faz comigo? — a voz dele era rouca, quase um sussurro, mas carregava uma intensidade que a fez estremecer. Os dedos de Rafael se enredaram nos cabelos dela, puxando levemente, expondo seu pescoço. Ele não esperou resposta. Sua boca encontrou a pele sensível logo abaixo da orelha, os dentes roçando de leve antes de chupar com uma pressão que fez Clara arquear as costas, um gemido escapando dos seus lábios. Ela não conseguia pensar. Cada toque, cada movimento, era como uma faísca acendendo algo dentro dela, algo que queimava lento e profundo, ameaçando consumi-la por inteiro. As mãos dela, antes hesitantes, agora exploravam o corpo de Rafael com uma urgência que surpreendeu até a si mesma. Os músculos definidos dos ombros dele se contraíam sob seus dedos, a pele quente e levemente úmida de suor. Ela deslizou as unhas pelas costas dele, sentindo-o estremecer, ouvindo o som gutural que escapou da garganta de Rafael quando ela apertou seus quadris contra os dele. — Clara… — ele murmurou, o nome dela soando como uma prece e uma maldição ao mesmo tempo. Seus lábios encontraram os dela em um beijo voraz, as línguas se enroscando em um ritmo que imitava o que seus corpos logo fariam. Rafael a virou de costas com um movimento fluido, pressionando-a contra o colchão, seu peso deliciosamente opressor. Clara sentiu o calor do corpo dele contra o seu, a rigidez da ereção roçando contra sua coxa, e um arrepio percorreu sua espinha. — Eu quero você — ela sussurrou, as palavras saindo sem filtro, sem vergonha. Não havia mais espaço para reservas, para hesitações. Só havia aquele momento, aquele desejo avassalador que os consumia. Rafael não respondeu com palavras. Em vez disso, seus dedos encontraram o caminho entre as pernas dela, deslizando com uma lentidão torturante até encontrar o ponto onde Clara mais precisava dele. Ela gemeu, os quadris se erguendo instintivamente, buscando mais contato, mais pressão. Rafael sorriu contra a pele dela, os lábios traçando um caminho úmido pelo seu pescoço enquanto seus dedos trabalhavam com uma precisão enlouquecedora. — Assim? — ele perguntou, a voz baixa, quase um rosnado. — É isso que você quer? Clara não conseguiu responder. Sua mente estava nublada, o prazer crescendo em ondas que ameaçavam arrastá-la para longe de qualquer controle. Ela agarrou os lençóis com força, os nós dos dedos ficando brancos, enquanto Rafael acelerava o ritmo, seus dedos movendo-se em círculos que a deixavam à beira do abismo. Quando ele finalmente substituiu os dedos pela pressão quente e firme do seu corpo, Clara soltou um grito abafado, os olhos se fechando com força enquanto ele a preenchia com uma lentidão deliberada. — Porra… — Rafael gemeu, os músculos dos braços tremendo enquanto se sustentava acima dela. — Você é tão apertada… Clara não conseguiu responder. O prazer era intenso demais, avassalador demais. Ela ergueu os quadris, buscando mais, e Rafael atendeu ao seu pedido sem hesitar. Ele começou a se mover, primeiro com movimentos lentos e profundos, cada estocada arrancando um gemido dos lábios dela. Clara envolveu as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais perto, querendo sentir cada centímetro dele dentro de si. — Mais rápido — ela pediu, a voz entrecortada. — Por favor… Rafael não precisou de mais incentivo. Ele acelerou o ritmo, os quadris batendo contra os dela com uma força que fazia a cama ranger sob eles. Clara sentia cada movimento como uma onda de prazer, cada estocada mais intensa que a anterior, levando-a cada vez mais perto do limite. Seus dedos se cravaram nas costas de Rafael, as unhas deixando marcas que ela sabia que ele sentiria no dia seguinte. E ele gostava disso. Ela podia ver no brilho dos olhos dele, no sorriso satisfeito que curvava seus lábios sempre que ela o marcava. — Isso… — ele murmurou, a voz rouca de desejo. — Goza pra mim, Clara. Quero sentir você apertando meu pau. As palavras dele foram o estopim. Clara sentiu o orgasmo se aproximando como uma tempestade, uma pressão crescendo no fundo do seu ventre, espalhando-se pelo seu corpo em ondas de calor. Quando finalmente chegou, foi como uma explosão, um grito escapando dos seus lábios enquanto seu corpo se contorcia sob o de Rafael, os músculos internos se contraindo ao redor dele em espasmos deliciosos. Rafael não parou. Ele continuou se movendo, prolongando o prazer dela, seus próprios gemidos se misturando aos dela enquanto buscava seu próprio clímax. Clara sentiu o momento exato em que ele perdeu o controle. Os movimentos dele se tornaram mais erráticos, mais urgentes, os músculos se tensionando enquanto ele se enterrava nela uma última vez, o corpo tremendo enquanto se derramava dentro dela. Eles ficaram ali, entrelaçados, os corpos suados e ofegantes, a realidade lentamente voltando a se fazer presente. Rafael beijou-a suavemente, os lábios macios contra os dela, antes de rolar para o lado, puxando-a para perto. Clara descansou a cabeça no peito dele, ouvindo o coração batendo acelerado, enquanto as mãos dele acariciavam suas costas em movimentos lentos e reconfortantes. — Isso foi… — ela começou, mas as palavras falharam. — Sim — ele completou, beijando o topo de sua cabeça. — Foi. Eles ficaram em silêncio por um momento, os corpos ainda conectados, a respiração lentamente voltando ao normal. Clara sentiu o cansaço começar a tomar conta, mas não queria que a noite acabasse. Ela ergueu o rosto, olhando para Rafael com um sorriso satisfeito. — E agora? — ela perguntou, a voz suave. Rafael sorriu, os olhos brilhando com uma promessa. — Agora, a noite ainda está só começando. E, com um movimento lento, ele a virou de costas mais uma vez, seus lábios encontrando os dela em um beijo que prometia mais do que apenas palavras poderiam dizer. Clara sentiu o corpo dele se pressionando contra o seu, já reagindo novamente, e um arrepio de antecipação percorreu sua espinha. A noite, de fato, estava longe de acabar. O corpo de Clara ainda tremia em ondas sutis, como a ressaca de um mar que acabara de se acalmar. Os lençóis, antes crispados pela urgência do desejo, agora se amoldavam aos contornos dos dois, macios e quentes, como se tivessem sido feitos para aquele momento de entrega. Rafael a puxou para mais perto, os braços envolvendo-a com uma possessividade terna, como se temesse que ela pudesse se dissolver na penumbra do quarto. O cheiro de suor misturado ao perfume cítrico de sua pele—algo entre bergamota e sândalo—preenchia o ar, intoxicante, familiar. Ela se aninhou contra ele, o rosto afundando no vão entre seu ombro e o pescoço, onde a pulsação ainda batia forte, mas desacelerando aos poucos. A respiração de Rafael era um ritmo constante, quase hipnótico, e Clara deixou que ele a guiasse, sincronizando o próprio fôlego ao dele. As mãos dele deslizavam por suas costas, não mais com a voracidade de antes, mas com uma lentidão deliberada, como se cada centímetro de sua pele fosse um mapa que ele quisesse memorizar. — Você está tremendo — ele murmurou, os lábios roçando a têmpora dela. — Não é de frio — ela respondeu, a voz rouca, quase um sussurro. Rafael riu baixinho, um som que vibrou contra o peito dela. — Eu sei. E sabia mesmo. Porque ele também sentia o mesmo tremor, aquele eco de prazer que se recusava a se dissipar, como se o corpo ainda não tivesse entendido que o clímax já havia passado. Ele deslizou os dedos pela curva da cintura dela, contornando o quadril, e Clara arqueou levemente as costas, um gemido quase inaudível escapando dos lábios entreabertos. Não era mais desejo, não exatamente. Era algo mais profundo, uma necessidade de prolongar aquele contato, de adiar o momento em que a realidade voltaria a se impor. — Você é linda assim — ele disse, a voz arrastada, como se as palavras custassem a sair. — Desfeita. Clara riu, um som abafado contra a pele dele. — Desfeita? — Sim. — Os dedos dele subiram pela coluna, traçando linhas preguiçosas. — Como se eu tivesse te desmontado e agora estivesse te remontando do jeito que eu quero. Ela ergueu o rosto, os olhos semicerrados, encontrando os dele. A luz da madrugada começava a se infiltrar pelas frestas da cortina, pintando o quarto em tons de azul pálido e dourado, como se o próprio amanhecer hesitasse em interrompê-los. — E como é que você me quer? Rafael não respondeu de imediato. Em vez disso, inclinou-se e capturou os lábios dela em um beijo lento, profundo, como se quisesse provar que ainda havia muito a explorar. Quando se afastou, os olhos escuros brilhavam com uma intensidade que fez o estômago de Clara se contrair. — Inteira — ele disse, finalmente. — Mas só para mim. Ela não conseguiu conter o sorriso. — Isso é possessivo. — É — ele admitiu, sem nenhum traço de vergonha. — E você gosta. E ela gostava. Gostava da maneira como ele a olhava, como se ela fosse a única coisa que importava naquele momento. Gostava da forma como as mãos dele a tocavam, como se cada carícia fosse uma promessa. Gostava, acima de tudo, da sensação de que aquilo não era apenas uma noite, mas o começo de algo que ainda não tinha nome. Clara se apoiou nos cotovelos, o corpo nu deslizando sobre o dele, sentindo a aspereza dos pelos do peito dele contra seus mamilos já sensíveis. Rafael soltou um grunhido baixo, as mãos se fechando em seus quadris, mas não a impediu de se mover. Ela se inclinou, os cabelos caindo em cascata sobre os ombros dele, e beijou a base do pescoço, onde a pele era mais fina, mais vulnerável. Sentiu o gosto salgado do suor, o perfume almiscarado do sexo, e algo mais—algo que era só dele, só deles. — Você vai me matar — ele murmurou, mas não havia reclamação na voz, apenas um prazer resignado. — Não hoje — ela respondeu, os lábios roçando a orelha dele. — Hoje, eu só quero te deixar exausto. E então ela começou a descer, beijando cada centímetro de pele que encontrava pelo caminho. O peito dele, marcado por cicatrizes antigas—uma linha fina no ombro, outra mais funda perto das costelas, lembranças de uma vida que ela ainda não conhecia, mas que de repente queria descobrir. Os mamilos, que se enrijeceram sob sua língua. O abdômen, onde os músculos se contraíam a cada toque. E mais abaixo, onde a evidência do desejo dele já se erguia novamente, quente e pulsante contra sua mão. Rafael soltou um suspiro entrecortado quando ela o envolveu com os dedos, movendo-se devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo. — Clara… — Shhh — ela murmurou, soprando ar quente sobre a pele úmida. — Deixa eu te provar. E então ela o fez. A boca dela era uma promessa, uma tortura, um presente. Rafael enredou os dedos nos cabelos dela, não para guiá-la, mas para se ancorar, como se temesse que o prazer fosse demais, que fosse levá-lo embora. Clara não tinha pressa. Saboreava cada reação, cada tremor, cada gemido abafado que escapava dos lábios dele. Sentia o poder que tinha sobre aquele homem, forte e seguro de si, agora reduzido a um emaranhado de nervos e desejo sob suas mãos, sua boca. — Porra, Clara… — A voz dele estava rouca, quase irreconhecível. — Se você não parar, eu vou… — Eu sei — ela interrompeu, erguendo o rosto apenas o suficiente para encontrar os olhos dele. — É exatamente isso que eu quero. E então ela o levou até o fim. Rafael se arqueou, os músculos do abdômen se contraindo em espasmos, o corpo inteiro tenso como uma corda prestes a arrebentar. Clara não se afastou. Seguiu-o até o limite, até que ele se derramasse em sua boca com um gemido gutural, o nome dela escapando dos lábios como uma prece. E quando ele finalmente relaxou, os dedos ainda enroscados em seus cabelos, ela se ergueu, lambendo os lábios com uma lentidão deliberada, como se quisesse guardar cada vestígio dele. Rafael a puxou para cima, os braços envolvendo-a com uma força que beirava o desespero. — Você é perigosa — ele murmurou contra os lábios dela, antes de beijá-la com uma fome que desmentia a exaustão. Clara riu, o corpo ainda vibrando com a intensidade do que acabara de fazer. — E você adora. — Adoro — ele concordou, sem hesitar. — Mas agora é a minha vez. Antes que ela pudesse protestar, Rafael a virou de costas, prendendo-a sob o peso do próprio corpo. As mãos dele encontraram as dela, entrelaçando os dedos enquanto ele se acomodava entre suas pernas, a ereção já se insinuando contra o ventre dela. Clara arqueou as costas, um suspiro escapando quando ele roçou os lábios em seu pescoço, mordiscando de leve. — Você disse que queria me deixar exausto — ele lembrou, a voz um murmúrio contra a pele dela. — Mas eu ainda tenho energia para te mostrar que a noite não acabou. E então ele começou a se mover. Não havia pressa desta vez. Não havia urgência. Apenas uma lentidão deliberada, como se cada toque, cada beijo, cada suspiro fosse uma promessa de que haveria mais. Rafael explorou cada centímetro dela, como se fosse a primeira vez, como se quisesse gravar na memória a textura de sua pele, o sabor de sua boca, o som de seus gemidos. Clara se entregou, as unhas cravadas nos ombros dele, o corpo se moldando ao dele como se tivessem sido feitos um para o outro. Quando finalmente se uniram novamente, foi com uma intensidade que os deixou sem fôlego. O ritmo era lento, profundo, cada movimento calculado para prolongar o prazer, para fazê-los sentir cada segundo, cada sensação. Clara envolveu as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais perto, como se quisesse fundir-se a ele. Rafael enterrou o rosto no pescoço dela, os dentes roçando a pele sensível, e Clara sentiu o orgasmo se aproximando, uma onda lenta e inexorável que ameaçava arrastá-la. — Rafael… — ela gemeu, o nome dele uma súplica, uma confissão. — Eu sei — ele respondeu, a voz rouca. — Eu também. E então eles se perderam. O clímax os atingiu ao mesmo tempo, um espasmo de prazer que os deixou trêmulos, os corpos colados, as respirações entrecortadas. Rafael desabou sobre ela, o peso reconfortante, e Clara o envolveu com os braços, segurando-o como se nunca mais quisesse soltá-lo. Por um longo momento, não houve nada além do som de suas respirações se acalmando, do suor secando na pele, do coração batendo em uníssono. Quando Rafael finalmente se moveu, foi para se deitar ao lado dela, puxando-a para seus braços. Clara se aninhou contra ele, a cabeça apoiada em seu peito, ouvindo o ritmo constante do coração dele. Lá fora, o céu começava a clarear, as primeiras luzes da manhã invadindo o quarto e banhando-os em um brilho dourado. — Acho que não vamos dormir hoje — ela murmurou, os olhos já pesados de cansaço. Rafael riu baixinho, os dedos traçando círculos preguiçosos em suas costas. — Não precisamos dormir. — Não? — Ela ergueu o rosto, encontrando o olhar dele. — Não — ele confirmou, beijando a ponta do nariz dela. — Ainda temos o café da manhã. E o banho. E… — Ele deixou a frase no ar, os olhos brilhando com malícia. Clara sorriu, sentindo o corpo responder à promessa implícita. — E? — E o resto da vida para descobrir o que mais podemos fazer juntos. Ela não respondeu. Em vez disso, se aproximou e o beijou, lenta e profundamente, deixando que as palavras dele ecoassem entre eles. Porque, naquele momento, não precisava de mais nada. Tinha tudo o que queria—ali, entre lençóis e suspiros, com o amanhecer se insinuando e a promessa de infinitas noites pela frente.

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