Segredos Entre Lençóis

Primeira VezPor Tonkix14 leituras
Segredos Entre Lençóis
A república estudantil ficava no alto de uma ladeira íngreme, um casarão antigo com paredes descascadas e janelas que rangiam ao vento. Dentro, o cheiro de café velho se misturava ao aroma de livros empoeirados e ao perfume doce das flores que alguém havia deixado na mesa da cozinha. Clara, de dezenove anos, havia se mudado para lá no início do semestre, fugindo do controle sufocante dos pais. Sua colega de quarto, Mariana, era dois anos mais velha, morena, de olhos verdes e um sorriso que parecia guardar segredos. Desde o primeiro dia, Clara notou a maneira como Mariana se movia pelo espaço — os quadris balançando levemente ao caminhar, os dedos longos enrolando uma mecha de cabelo enquanto lia na cama. As noites na república eram barulhentas, cheias de risadas e discussões sobre provas, festas e relacionamentos. Mas no quarto delas, o silêncio era diferente. Um silêncio carregado, que se estendia entre as duas como um fio invisível, puxando Clara para mais perto sempre que Mariana se inclinava para pegar um livro na estante ou quando seus joelhos se roçavam por acidente sob a mesa de estudos. Clara nunca havia sentido nada assim antes. Seus namorados do ensino médio eram garotos desajeitados, rápidos demais, que mal a deixavam sentir o peso de seus corpos. Com Mariana, tudo era lento, deliberado, como se cada gesto carregasse o peso de uma pergunta não feita. Uma noite, depois de um jantar regado a vinho barato na cozinha da república, Clara voltou para o quarto e encontrou Mariana deitada na cama, usando apenas uma camiseta larga e calcinha de renda preta. A luz do abajur lançava sombras douradas sobre sua pele, e Clara sentiu o coração bater mais forte ao ver a curva suave dos seios sob o tecido fino. Mariana ergueu os olhos do livro que lia, um romance com capa desgastada, e sorriu. — Você demorou. Achei que tinha se perdido no caminho. Clara riu, nervosa, e sentou-se na beirada da própria cama, tirando os sapatos. — A Luiza ficou contando histórias da viagem dela para o Nordeste. Você sabe como ela é. — Sei. — Mariana fechou o livro e o colocou de lado, os olhos fixos em Clara. — Mas você não parece muito interessada nas histórias da Luiza. — Não é isso. — Clara mordeu o lábio. — É só que... eu não consigo parar de pensar em como você fica linda com essa luz. Mariana não respondeu de imediato. Em vez disso, levantou-se devagar, a camiseta subindo um pouco e revelando a linha da calcinha. Caminhou até Clara e parou na sua frente, os pés descalços quase tocando os dela. — Você nunca me disse que achava isso. — Eu não sabia como dizer. — E agora sabe? Clara engoliu em seco. O ar entre elas parecia mais denso, como se o próprio oxigênio tivesse se transformado em algo palpável. Ela estendeu a mão e tocou o joelho de Mariana, sentindo a pele quente sob seus dedos. Mariana não recuou. — Não tenho certeza. Mas quero descobrir. Mariana segurou o queixo de Clara com suavidade, inclinando seu rosto para cima. Seus lábios estavam a centímetros de distância quando ela sussurrou: — Então descubra. O beijo foi lento, hesitante no início, como se ambas estivessem testando o terreno. Clara sentiu o gosto do vinho nos lábios de Mariana, misturado a algo mais doce, algo que só podia ser ela. As mãos de Mariana deslizaram para a nuca de Clara, puxando-a mais perto, e Clara gemeu baixinho quando sentiu a língua de Mariana roçar a sua. O som pareceu incendiar algo dentro dela, e de repente suas mãos estavam explorando o corpo de Mariana, deslizando sob a camiseta, sentindo a pele macia das costas, os músculos se contraindo sob seus dedos. Mariana afastou-se apenas o suficiente para puxar a camiseta pela cabeça, deixando-a cair no chão. Clara prendeu a respiração ao ver os seios pequenos e firmes, os mamilos já rígidos. Mariana sorriu, como se soubesse exatamente o efeito que causava, e puxou Clara para mais perto, guiando suas mãos até os próprios seios. — Toque em mim — murmurou. Clara obedeceu, sentindo o peso suave sob suas palmas, os mamilos endurecendo ainda mais sob seus polegares. Mariana gemeu e inclinou a cabeça para trás, expondo o pescoço. Clara não resistiu. Inclinou-se e beijou a pele ali, sentindo o pulso acelerado sob seus lábios. Mariana agarrou seus cabelos, puxando-a para mais perto, e Clara sentiu o corpo inteiro tremer. — Você gosta disso? — perguntou Mariana, a voz rouca. — Sim — Clara sussurrou contra sua pele. — Muito. Mariana a empurrou de volta para a cama, cobrindo seu corpo com o dela. Clara sentiu o peso, a pressão deliciosa entre suas pernas, e arqueou-se instintivamente, buscando mais contato. Mariana riu baixinho e mordeu o lóbulo da orelha de Clara. — Você é tão sensível... — murmurou. — Mal comecei e você já está assim. Clara não conseguiu responder. As mãos de Mariana estavam em toda parte, deslizando por suas coxas, puxando sua blusa para cima, expondo sua pele ao ar fresco do quarto. Quando Mariana finalmente tirou a blusa de Clara, jogando-a de lado, seus olhos verdes brilharam com algo que Clara nunca tinha visto antes. — Linda — disse Mariana, passando os dedos levemente sobre os seios de Clara. — Tão linda. Clara estremeceu. Ninguém nunca a havia olhado assim, como se ela fosse algo precioso, algo a ser explorado com cuidado e devoção. Mariana inclinou-se e tomou um mamilo na boca, sugando suavemente. Clara arqueou as costas, um gemido escapando de seus lábios. Mariana riu contra sua pele e passou para o outro seio, repetindo o movimento, enquanto suas mãos deslizavam para baixo, desabotoando a calça jeans de Clara. — Quero sentir você — disse Mariana, puxando a calça para baixo junto com a calcinha. — Toda. Clara levantou os quadris, ajudando-a, e logo estava completamente nua sob o corpo de Mariana. O ar fresco do quarto fez sua pele se arrepiar, mas o calor do corpo de Mariana logo a aqueceu. Mariana se ajoelhou entre suas pernas, os olhos percorrendo cada centímetro de Clara com uma intensidade que a fez tremer. — Você é perfeita — murmurou Mariana, passando os dedos levemente pela parte interna das coxas de Clara. — Tão macia. Clara gemeu quando os dedos de Mariana finalmente a tocaram onde ela mais queria, deslizando suavemente, explorando com uma lentidão torturante. Mariana inclinou-se e beijou seu ventre, depois mais abaixo, até que sua boca substituiu os dedos. Clara agarrou os lençóis, os nós dos dedos ficando brancos, enquanto Mariana a saboreava com uma habilidade que a deixou sem fôlego. Cada movimento da língua de Mariana parecia calculado para levá-la ao limite, e Clara sentiu seu corpo se tensionar, os músculos se contraindo em antecipação. — Mariana... — ela gemeu, a voz quebrada. — Por favor... Mariana ergueu os olhos, os lábios brilhantes. — Por favor o quê? — Eu... eu não aguento mais. Mariana sorriu e subiu pelo corpo de Clara, beijando-a profundamente, deixando-a sentir seu próprio gosto nos lábios. Clara envolveu Mariana com as pernas, puxando-a para mais perto, sentindo a pressão deliciosa entre elas. Mariana gemeu e começou a se mover, os quadris roçando contra os de Clara em um ritmo lento e deliberado. — Você quer gozar? — perguntou Mariana, a voz rouca. — Sim — Clara sussurrou, as unhas cravando nas costas de Mariana. — Com você. Mariana acelerou o ritmo, os corpos se movendo em perfeita sincronia, o suor escorrendo entre elas. Clara sentiu o calor se espalhar por seu corpo, uma pressão crescente que ameaçava explodir a qualquer momento. Mariana mordeu seu ombro, um gemido escapando de seus lábios, e Clara soube que ela também estava perto. — Goza comigo — murmurou Mariana, os lábios contra a orelha de Clara. — Agora. E Clara obedeceu. Seu corpo inteiro se contraiu, um grito escapando de seus lábios enquanto a onda de prazer a varria. Mariana a seguiu logo depois, seu corpo tremendo sobre o de Clara, os gemidos abafados contra seu pescoço. Elas ficaram ali, ofegantes, os corpos entrelaçados, o suor misturando-se na pele uma da outra. Depois de alguns minutos, Mariana rolou para o lado, puxando Clara para seus braços. Clara aninhou-se contra ela, sentindo o coração de Mariana bater contra o seu. — Isso foi... — Clara começou, mas não conseguiu terminar. — Eu sei — Mariana sussurrou, beijando sua testa. — Eu também. Elas ficaram em silêncio por um tempo, ouvindo os sons distantes da república — risadas, música, o barulho de uma porta batendo. Clara fechou os olhos, sentindo-se mais viva do que nunca. Mas então, um pensamento cruzou sua mente, fazendo seu coração bater mais rápido. — Mariana? — Hum? — O que isso significa? Mariana não respondeu de imediato. Em vez disso, puxou Clara para mais perto, seus dedos traçando círculos preguiçosos em suas costas. — Não sei — disse finalmente. — Mas acho que vale a pena descobrir. Clara sorriu e fechou os olhos, sabendo que, não importava o que acontecesse, nada seria como antes. E, pela primeira vez, ela não tinha medo do desconhecido.

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