Último Toque da Noite

MassagemPor Tonkix1 leituras
**Último Toque da Noite** A clínica de massagens *Luar* exalava um silêncio denso, quebrado apenas pelo zumbido baixo do ar-condicionado e pelo crepitar ocasional das velas aromáticas dispostas em cantos estratégicos. A luz dos abajures, filtrada por cúpulas de vidro fosco, desenhava manchas douradas nas paredes de madeira escura, como se o próprio ambiente respirasse uma languidez cálida. O cheiro de lavanda e sândalo misturava-se ao aroma mais sutil do óleo de amêndoas, espalhado sobre as mesas de massagem como um convite tácito. Era o tipo de lugar onde o tempo parecia desacelerar, onde cada toque era calculado para desatar nós invisíveis—não apenas nos músculos, mas na própria alma. Clara estava de pé junto à recepção, os dedos longos e elegantes ajustando a alça fina do vestido preto que moldava seu corpo sem revelar demais. O tecido, leve como uma segunda pele, deixava à mostra os ombros nus, marcados por uma tatuagem discreta: uma serpente enrolada em torno de uma rosa, cujas pétalas pareciam tremer sob a luz tênue. Ela checou o relógio de pulso—uma peça vintage, com mostrador de madrepérola—e suspirou, passando a mão pelos cabelos escuros, presos em um coque frouxo que deixava alguns fios soltos, roçando a nuca. Seus lábios, pintados de um vermelho quase vinho, curvaram-se em um sorriso profissional, mas havia algo de predatório na maneira como seus olhos—verdes, com um brilho felino—varriam o ambiente vazio. A porta de vidro fosco rangeu suavemente ao se abrir, e uma lufada de ar noturno invadiu o espaço, trazendo consigo o perfume fresco da chuva recente e o aroma mais intenso de um perfume masculino: bergamota, couro e uma pitada de tabaco. Clara ergueu o olhar e encontrou Daniel parado na entrada, as mãos enfiadas nos bolsos de um sobretudo cinza que caía perfeitamente sobre seus ombros largos. Ele não se moveu de imediato, como se estivesse avaliando o ambiente—ou talvez a mulher que o observava com uma intensidade quase palpável. — Boa noite — disse ele, a voz grave, levemente rouca, como se tivesse passado o dia em reuniões ou talvez gritando em um show de rock. O sotaque era suave, mas perceptível, uma cadência que sugeria viagens ou origens distantes. — Sou Daniel. Tenho horário marcado. Clara inclinou a cabeça, deixando que o silêncio se estendesse por um segundo a mais do que o necessário. Havia algo de intrigante nele: a postura ereta, quase militar, contrastava com a maneira como seus dedos tamborilavam contra a coxa, um sinal claro de tensão. Os olhos dele—castanhos, quase âmbar sob aquela luz—percorreram o corpo dela com uma curiosidade controlada, mas não invasiva. Era o olhar de um homem acostumado a observar, a decifrar. — Claro — respondeu ela, finalmente, a voz baixa, melodiosa. — Por aqui. Ela girou nos calcanhares, consciente do balanço sutil dos quadris, e o conduziu por um corredor estreito, onde as paredes eram adornadas com gravuras de corpos em movimento—dançarinos, atletas, amantes entrelaçados. Daniel a seguiu de perto, tão perto que Clara podia sentir o calor irradiando de seu corpo, mesmo através das camadas de roupa. Quando chegaram à sala de massagem, ela empurrou a porta com o quadril e acendeu um único abajur, deixando o ambiente mergulhado em uma penumbra dourada. A sala era pequena, mas luxuosa: uma mesa de massagem coberta por lençóis de linho branco, almofadas de seda espalhadas pelo chão, e uma bandeja de prata com frascos de óleos essenciais. No canto, um difusor soltava uma névoa fina de eucalipto, mas o cheiro que predominava era o de madeira envelhecida e couro—talvez do próprio Daniel, ou talvez da sala, que parecia guardar memórias de outros encontros. — Pode se acomodar — disse Clara, indicando a mesa com um gesto da mão. — Tire a roupa e cubra-se com o lençol. Voltarei em um minuto. Daniel assentiu, mas não se moveu de imediato. Em vez disso, tirou o sobretudo devagar, dobrando-o com cuidado antes de colocá-lo sobre uma poltrona de couro. Clara observou, fascinada, enquanto ele desabotoava a camisa branca, revelando um torso definido, marcado por cicatrizes finas—uma na clavícula, outra perto das costelas—que contavam histórias que ela não conhecia. Quando ele se virou para desabotoar a calça, ela notou a maneira como os músculos das costas se contraíam, como se cada movimento fosse calculado para exibir, mas sem ostentação. Clara saiu da sala, fechando a porta atrás de si com um clique suave. No corredor, respirou fundo, sentindo o próprio corpo reagir à presença dele. Havia algo em Daniel que a intrigava: a tensão nos ombros, sim, mas também a maneira como ele a olhava, como se já soubesse que aquela massagem seria diferente. Ela foi até a pequena cozinha anexa, onde aqueceu o óleo de amêndoas em banho-maria, deixando que o aroma doce se espalhasse pelo ar. Quando voltou, encontrou Daniel deitado de bruços sobre a mesa, o lençol puxado até a cintura, os braços estendidos ao lado do corpo. — Está confortável? — perguntou ela, aproximando-se. — Sim — murmurou ele, a voz abafada pelo rosto pressionado contra a almofada. — Mas não sei se consigo relaxar. Clara sorriu, passando os dedos levemente sobre os ombros dele, sentindo a rigidez dos músculos sob a pele. — É para isso que estou aqui. Ela despejou um pouco de óleo nas mãos e esfregou-as para aquecê-lo, antes de pousá-las sobre as costas de Daniel. O primeiro toque foi suave, quase hesitante, mas suficiente para fazê-lo soltar um suspiro longo. Clara começou pelos ombros, pressionando com os polegares em movimentos circulares, sentindo a resistência inicial dos músculos. A pele dele era quente, levemente úmida, e o cheiro que emanava—uma mistura de sabonete caro e suor limpo—era intoxicante. — Você carrega muita tensão aqui — murmurou ela, inclinando-se para falar perto do ouvido dele. — E aqui. — Seus dedos deslizaram para a base do pescoço, pressionando pontos que fizeram Daniel arquear levemente as costas. — Não é só tensão — respondeu ele, a voz rouca. — É... antecipação. Clara sorriu contra a pele dele, deixando que seus lábios roçassem a nuca por um segundo a mais do que o necessário. — Antecipação pode ser boa — sussurrou. — Depende de como a gente lida com ela. Ela continuou a massagem, os movimentos se tornando mais fluidos, mais ousados. Os dedos deslizavam pelas costas, contornando as omoplatas, descendo pela coluna em um ritmo lento, deliberado. Cada vez que ela passava perto da cintura, o lençol se movia levemente, como se Daniel estivesse lutando contra o impulso de se virar. Clara notou a maneira como os músculos das nádegas se contraíam sob o tecido, como a respiração dele se acelerava quando suas mãos se aproximavam de áreas mais sensíveis. — Você gosta de provocar — disse ele, finalmente, virando o rosto para encará-la. Os olhos âmbar estavam escuros, quase negros sob a luz fraca. — E você gosta de ser provocado — respondeu ela, sem desviar o olhar. — Não é? Daniel não respondeu. Em vez disso, estendeu a mão para trás, capturando o pulso dela antes que pudesse se afastar. O toque foi firme, mas não brusco, e Clara sentiu um arrepio percorrer sua espinha. — Não pare — pediu ele, a voz baixa, urgente. Clara sorriu, inclinando-se mais uma vez, desta vez deixando que seus seios roçassem levemente as costas dele. — Não vou — prometeu. — Mas você vai ter que me dizer do que gosta. Daniel soltou uma risada curta, mas não respondeu. Em vez disso, soltou o pulso dela e voltou a se deitar, como se estivesse se rendendo—ou talvez apenas esperando o próximo movimento. Clara sabia que a noite estava apenas começando. E que, em breve, os limites entre massagem e desejo se dissolveriam por completo. Clara ajustou a pressão dos dedos sobre os ombros de Daniel, sentindo a resistência inicial dos músculos sob a pele quente. O óleo de amêndoas doces, ainda morno, escorria em finos veios entre as suas mãos e a superfície das costas dele, facilitando o deslizar lento e calculado. Ela começou pelos trapézios, desenhando círculos firmes com os polegares, como se quisesse desfazer nós invisíveis que se enroscavam sob a tensão. Daniel soltou um suspiro longo, quase um gemido abafado, e ela sorriu para si mesma, satisfeita com a reação. — Você carrega o peso do mundo aqui — murmurou, inclinando-se levemente para que sua respiração roçasse a orelha dele. — Ou só o peso do dia? Daniel riu, um som baixo e rouco que vibrou contra as palmas das mãos dela. — Talvez um pouco dos dois. Clara não respondeu de imediato. Em vez disso, deixou que as mãos deslizassem para a base do pescoço, onde a pulsação dele batia acelerada sob a pele fina. Os dedos exploraram a curva da nuca, pressionando pontos específicos com precisão, mas havia algo de diferente na maneira como o corpo dele reagia. Não era apenas relaxamento. Era uma espécie de alerta, uma tensão que não vinha do cansaço, mas de algo mais profundo, mais urgente. Ela sentiu os músculos se contraírem sob o toque, não em resistência, mas em expectativa. — Você é bom em guardar segredos — disse ela, a voz suave, quase um sussurro. — Mas o seu corpo não. Daniel virou o rosto para o lado, os olhos semicerrados encontrando os dela por um instante antes de se fecharem novamente. — E o que o meu corpo está dizendo? Clara deslizou as mãos para os ombros, alargando o movimento para incluir os braços, traçando a linha dos músculos até os cotovelos. O óleo brilhava sob a luz âmbar dos abajures, criando um efeito quase líquido, como se a pele dele fosse feita de seda molhada. — Que você gosta de ser tocado — respondeu, deixando que as unhas roçassem de leve a parte interna do braço, onde a pele era mais sensível. — E que não está acostumado a ceder ao prazer. Daniel soltou um som entre um gemido e uma risada, os dedos se crispando levemente contra o lençol de algodão. — Você é observadora. — É o meu trabalho — ela disse, voltando a pressionar os ombros com mais firmeza, mas agora permitindo que os polegares se demorassem um pouco mais do que o necessário. — E o meu prazer. Ele não respondeu, mas ela sentiu o corpo dele se arquear levemente sob as mãos, como se buscasse mais contato. Clara sorriu e mudou de posição, movendo-se para o lado da maca para ter melhor acesso às costas. As mãos deslizaram pela coluna, seguindo a curva natural da espinha, e ela percebeu como a respiração dele se tornou mais profunda, mais controlada, como se estivesse se esforçando para não deixar escapar nenhum som. — Você segura a respiração — observou ela, parando os movimentos por um instante. — Por quê? Daniel abriu os olhos, mas não se virou. — Porque se eu não fizer isso, vou acabar dizendo coisas que não deveria. Clara inclinou-se sobre ele, deixando que os seios roçassem de leve contra as costas nuas, sentindo o calor da pele dele mesmo através do tecido fino da blusa. A proximidade fez com que o cheiro dele—uma mistura de sabonete caro e algo mais primitivo, quase animal—preenchesse o espaço entre os dois. — E o que você não deveria dizer? — perguntou, a voz quase um sopro contra a nuca dele. Ele fechou os olhos novamente, como se a pergunta o tivesse atingido em cheio. — Que eu não quero que você pare. Que eu quero que você me toque de um jeito que não tem nada a ver com massagem. Clara sentiu um arrepio percorrer o próprio corpo, mas manteve a expressão neutra, profissional. As mãos voltaram a se mover, agora com um ritmo mais lento, mais deliberado, como se cada toque fosse uma pergunta e cada resposta dele, um convite. Ela deslizou os dedos pela lateral do corpo, seguindo a curva das costelas até a cintura, e sentiu a pele dele se arrepiar sob o contato. — Você está tenso de novo — murmurou, mas desta vez não havia crítica na voz, apenas provocação. — Será que eu não estou fazendo direito? Daniel soltou uma risada baixa, mas não respondeu. Em vez disso, virou-se de lado, apoiando-se em um cotovelo, e olhou para ela com uma intensidade que fez o estômago de Clara se contrair. — Você sabe muito bem o que está fazendo — disse ele, a voz rouca. — E é exatamente por isso que eu não deveria estar aqui. Clara não se moveu. Apenas sustentou o olhar dele, deixando que o silêncio se estendesse entre os dois, carregado de possibilidades. Então, lentamente, ela levou uma das mãos ao rosto dele, traçando a linha da mandíbula com a ponta dos dedos. A pele era áspera por causa da barba por fazer, e o contraste com a suavidade do óleo nas mãos dela era deliciosamente erótico. — Mas você está — disse ela, finalmente. — E agora é tarde demais para voltar atrás. Daniel fechou os olhos por um instante, como se estivesse absorvendo as palavras, e quando os abriu novamente, havia algo de diferente neles. Algo mais escuro, mais faminto. — Então não me deixe voltar — pediu ele, a voz quase um sussurro. Clara sorriu, mas não respondeu. Em vez disso, voltou a posicionar as mãos sobre as costas dele, desta vez com um propósito diferente. Os movimentos eram mais lentos, mais íntimos, como se cada toque fosse uma promessa. Ela sentiu a respiração dele se acelerar, os músculos se contraírem sob as palmas das mãos, e soube que a linha entre profissionalismo e desejo estava se dissolvendo rapidamente. — Você vai ter que confiar em mim — disse ela, inclinando-se para sussurrar no ouvido dele. — E eu vou ter que confiar em você. Daniel não respondeu. Apenas se deitou novamente, desta vez com um suspiro que era quase um gemido, e Clara soube que a noite estava prestes a se tornar muito mais interessante. Clara deslizou as mãos pelas laterais do corpo de Daniel, os polegares pressionando com firmeza a curva dos flancos, onde a pele se encontrava mais quente, quase febril. O óleo de jasmim e sândalo escorria entre seus dedos, deixando um rastro brilhante que refletia a luz âmbar dos abajures. Ela sentiu os músculos dele se contraírem sob o toque, não mais pela tensão, mas por algo mais primitivo, mais urgente. Um tremor quase imperceptível percorreu os ombros largos, e ela sorriu, sabendo que ele já não conseguia esconder o que aquele contato despertava. — Você gosta quando eu pressiono aqui? — murmurou, os lábios quase roçando a orelha dele, a voz baixa, arrastada como mel derramado. Os dedos se moveram para a base das costas, onde a coluna se afunilava em direção às nádegas, e ela percebeu o instante em que a respiração dele falhou. Daniel não respondeu com palavras. Apenas um som gutural escapou de sua garganta, algo entre um gemido e um suspiro, enquanto os quadris se erguiam levemente da maca, como se buscassem mais contato. Clara riu baixinho, um som suave e perverso, e deixou as mãos deslizarem para baixo, contornando a curva firme das nádegas com a ponta dos dedos, apenas o suficiente para provocar. — Ou será que prefere aqui? — perguntou, apertando de leve, sentindo a pele ceder sob a pressão, quente e maleável. Dessa vez, ele não conseguiu conter o gemido. Foi um som rouco, quase desesperado, e Clara sentiu o próprio corpo reagir, os mamilos endurecendo sob o tecido fino do uniforme, a umidade se acumulando entre as pernas. Ela se inclinou sobre ele, os seios roçando de leve as costas dele enquanto sussurrava: — Fala pra mim, Daniel. O que você quer? Ele virou o rosto para o lado, os lábios entreabertos, a respiração acelerada. Por um momento, ela pensou que ele não responderia, que a vergonha ou o pudor ainda o segurariam. Mas então, com uma voz que mal parecia a dele, tão carregada de desejo, ele disse: — Eu quero que você pare de brincar e me toque de verdade. Clara não precisou de mais incentivo. As mãos dela se moveram com mais ousadia, descendo pelas coxas musculosas, os dedos se enterrando na carne firme antes de subir novamente, dessa vez contornando a parte interna das pernas, onde a pele era mais sensível. Ela sentiu os músculos dele se contraírem, os quadris se arqueando involuntariamente, e soube que ele estava lutando para não se entregar completamente. — Você é tão tenso aqui — murmurou, os polegares pressionando a parte interna das coxas, logo abaixo do períneo, onde o calor era quase insuportável. — Precisa relaxar. Daniel soltou uma risada estrangulada, mas não havia humor nela. Apenas necessidade. — Isso não é relaxar — disse ele, a voz rouca. — Isso é tortura. — Tortura? — Clara fingiu indignação, enquanto os dedos deslizavam mais para cima, roçando de leve a virilha, sem nunca tocar onde ele mais desejava. — Eu só estou fazendo meu trabalho. — Seu trabalho — repetiu ele, com um gemido quando ela finalmente, finalmente, deixou os dedos roçarem a base do pau, já duro, já pulsando sob o tecido da toalha. — É isso que você chama de trabalho? Ela não respondeu. Em vez disso, afastou a toalha com um movimento rápido, expondo-o completamente. A visão dele, nu e vulnerável sob suas mãos, fez seu próprio corpo arder. Daniel estava completamente ereto, a pele esticada, a cabeça do pau já brilhando com uma gota de pré-sêmen. Clara lambeu os lábios sem perceber, e ele gemeu ao ver o gesto. — Porra, Clara… Ela não o deixou terminar. Desceu as mãos até os tornozelos dele, massageando com força, antes de subir novamente, dessa vez deixando os dedos se demorarem na parte interna das coxas, tão perto, tão perto… Daniel se contorceu, os quadris se movendo em pequenos círculos, como se buscassem alívio. — Você está me matando — sussurrou ele, a voz quebrada. Clara sorriu, satisfeita, e finalmente, finalmente, envolveu o pau dele com a mão, apertando com firmeza. Daniel arqueou as costas, um som animalesco escapando de sua garganta, e ela começou a mover a mão devagar, para cima e para baixo, sentindo o calor, a rigidez, a pulsação acelerada sob os dedos. — Assim? — perguntou, a voz doce, quase inocente, enquanto os dedos da outra mão brincavam com as bolas, apertando de leve, rolando-as entre os dedos. — É isso que você queria? Daniel não conseguiu responder. Apenas gemeu, os dedos se fechando em punhos sobre a maca, as unhas cravando na superfície acolchoada. Clara aumentou o ritmo, a mão deslizando com mais rapidez, o polegar espalhando a umidade que escorria da cabeça do pau, enquanto a outra mão continuava explorando, descendo mais, até que os dedos roçaram o períneo, pressionando com firmeza. — Ah, merda… — Daniel gemeu, os quadris se movendo em sincronia com a mão dela, buscando mais fricção, mais pressão. Clara se inclinou sobre ele, os lábios roçando a orelha dele enquanto sussurrava: — Você gosta quando eu toco aqui, não é? Ele assentiu, incapaz de falar, e ela sorriu, satisfeita. Os dedos continuaram o trabalho, implacáveis, enquanto a outra mão se movia para as costas dele, as unhas arranhando de leve a pele, deixando marcas vermelhas que desapareceriam em minutos, mas que naquele momento eram a prova de que ele estava se entregando. — Clara… — ele gemeu, o corpo todo tenso, os músculos se contraindo em espasmos. — Eu não vou aguentar… — Não vai? — Ela parou por um instante, os dedos ainda envolvendo o pau dele, mas sem se mover. — Ou será que você só precisa de um pouco mais de incentivo? Antes que ele pudesse responder, ela soltou-o e se afastou, deixando-o ofegante, os quadris ainda se movendo no ar, como se buscassem algo que não estava mais lá. Daniel virou a cabeça, os olhos escuros de desejo, e a encarou com uma expressão que era quase de desespero. — O que você está fazendo? Clara não respondeu. Em vez disso, levou as mãos aos próprios seios, apertando-os por cima do uniforme, os dedos se enterrando na carne macia. Daniel a observava, hipnotizado, e ela viu o momento exato em que a compreensão o atingiu. Ele sabia o que ela queria. — Tira — ordenou ele, a voz rouca, autoritária. Clara sorriu, lenta e deliberadamente, e começou a desabotoar o uniforme, um botão de cada vez, os dedos se movendo com uma lentidão calculada. Daniel a observava, os olhos fixos em cada centímetro de pele que era revelado, a respiração acelerada, o pau ainda duro, ainda latejando. Quando o tecido finalmente caiu dos ombros dela, revelando os seios nus, os mamilos rosados e duros, ele soltou um gemido baixo, quase reverente. — Porra, você é linda… Clara não respondeu. Apenas se aproximou novamente, montando sobre as coxas dele, os seios roçando as costas dele enquanto as mãos voltavam a envolvê-lo, dessa vez com mais urgência. Daniel gemeu, os quadris se movendo sob ela, buscando alívio, e Clara deixou que ele sentisse o peso do próprio corpo, a umidade entre as pernas roçando de leve a pele dele. — Você quer gozar? — sussurrou ela, os lábios roçando a orelha dele enquanto a mão continuava o movimento, implacável. — Ou quer que eu pare? Daniel não respondeu com palavras. Em vez disso, virou o rosto e capturou os lábios dela em um beijo faminto, as mãos se movendo para os quadris dela, puxando-a para mais perto, como se quisesse fundir os corpos. Clara gemeu contra a boca dele, o beijo se tornando mais urgente, mais desesperado, enquanto as mãos continuavam o trabalho, levando-o cada vez mais perto do limite. — Clara… — ele gemeu, os lábios se afastando dos dela por um instante, a respiração ofegante. — Eu não… eu não consigo… — Então goza pra mim — ordenou ela, a voz baixa, sedutora, enquanto os dedos apertavam com mais força, o ritmo aumentando. — Agora. Daniel obedeceu. Com um gemido longo e rouco, ele se arqueou, o corpo todo se contraindo enquanto o orgasmo o atingia, o sêmen quente escorrendo entre os dedos dela, salpicando as costas dele em jatos intensos. Clara o observou, fascinada, os dedos ainda se movendo, prolongando o prazer, até que ele finalmente caiu sobre a maca, ofegante, exausto. Por um momento, houve apenas o som das respirações aceleradas, o cheiro de sexo e óleo no ar, o calor dos corpos ainda entrelaçados. Clara se inclinou sobre ele, os lábios roçando a orelha dele enquanto sussurrava: — Isso foi só o começo. Daniel virou a cabeça, os olhos escuros encontrando os dela, e ela viu neles a mesma fome, a mesma necessidade que sentia. Ele não disse nada. Apenas estendeu a mão, os dedos se enterrando nos cabelos dela, puxando-a para um beijo lento, profundo, cheio de promessas. E Clara soube que a noite estava longe de acabar. A sala cheirava a sândalo e suor, o óleo morno escorrendo em fios dourados pelas costas de Daniel, traçando caminhos que Clara seguia com as pontas dos dedos. Ela havia trocado a técnica firme da massagem clássica por algo mais lento, mais íntimo—pressões que não aliviavam a tensão, mas a transformavam em outra coisa, algo elétrico que percorria a pele dele como uma corrente. Daniel, antes rígido sob suas mãos, agora se entregava, os músculos relaxando não por cansaço, mas por rendição. — Você gosta quando eu faço assim? — A voz dela era um fio de seda, roçando a nuca dele enquanto os polegares deslizavam pela base da coluna, pressionando com precisão cirúrgica. O gemido que escapou dos lábios de Daniel foi resposta suficiente, mas Clara queria ouvir as palavras. — Fala pra mim. — *Porra.* — Ele exalou, a voz abafada pelo rosto pressionado contra a maca. — Mais forte. Ela obedeceu, as unhas curtas arranhando de leve a pele oleosa, descendo até a curva das nádegas. O corpo dele estremeceu, um arrepio visível percorrendo a espinha, e Clara sorriu, satisfeita. Mas não era o suficiente. Ela queria mais. Queria *ele*. Com um movimento fluido, ela se inclinou sobre Daniel, os seios roçando as costas dele enquanto os lábios encontravam a orelha. — Eu vou te mostrar como uma massagem *de verdade* termina — sussurrou, a língua traçando o contorno da concha antes de morder de leve o lóbulo. — Mas você precisa me deixar guiar. Daniel virou a cabeça, os olhos escuros encontrando os dela, semicerrados de desejo. — E se eu não quiser ser guiado? Clara riu baixinho, um som que vibrou contra a pele dele. — Então eu vou ter que te convencer. Ela se afastou apenas o suficiente para pegar o frasco de óleo aquecido, deixando cair uma quantidade generosa nas mãos antes de esfregá-las uma contra a outra, espalhando o calor. Quando as palmas tocaram as costas dele novamente, Daniel soltou um suspiro trêmulo, o corpo inteiro se arqueando levemente, como se procurasse mais contato. Clara não o decepcionou. Deslizou as mãos para baixo, contornando os flancos, os dedos se enterrando na carne firme antes de subir novamente, dessa vez mais devagar, mais deliberadamente. — Você é bom em seguir instruções? — perguntou, a voz rouca enquanto os polegares pressionavam os pontos ao lado da coluna, logo acima da cintura. — Depende do que você está pedindo. — Eu estou pedindo pra você *sentir*. — Ela aumentou a pressão, os dedos se movendo em círculos lentos, arrastando a pele oleosa sob as palmas. — Pra você me dizer o que gosta. Pra você *me tocar* de volta. Daniel não respondeu com palavras. Em vez disso, ergueu o braço, a mão grande encontrando a coxa dela por baixo do roupão de seda que Clara usava. Os dedos dele se fecharam ao redor da carne, apertando com força suficiente para fazer os quadris dela se moverem involuntariamente contra a maca. Clara gemeu, o som escapando antes que pudesse contê-lo, e isso pareceu inflamar ainda mais o desejo dele. A mão subiu, deslizando por baixo do tecido, os dedos calejados encontrando a pele nua da barriga dela, traçando círculos preguiçosos que a fizeram arquejar. — Assim? — A voz dele era um grunhido baixo, quase animalesco. — *Assim.* — Clara mordeu o lábio inferior, os quadris se movendo contra a mão dele, buscando mais pressão. — Não para. Ele não parou. A mão subiu mais, os dedos roçando a curva inferior dos seios dela por cima do sutiã, provocando, testando. Clara prendeu a respiração quando o polegar encontrou o mamilo já rígido, pressionando-o através do tecido fino. Um choque de prazer a percorreu, e ela se inclinou para frente, os lábios encontrando o ombro dele, os dentes afundando na pele salgada. — *Caralho.* — Daniel gemeu, a mão se movendo mais rápido, mais insistente. — Você vai me matar. — Ainda não. — Clara se afastou o suficiente para desabotoar o roupão, deixando-o cair pelos ombros, revelando o sutiã de renda preta que mal continha os seios. Os olhos dele escureceram ainda mais, e ela sorriu, provocante. — Mas eu posso te deixar *muito* perto. Ela se ajoelhou ao lado da maca, as mãos voltando para o corpo dele, dessa vez sem barreiras. O óleo escorria pelos músculos definidos das costas, e Clara o espalhou com movimentos lentos, deliberados, os dedos se arrastando até a cintura, descendo para as nádegas. Daniel gemeu quando ela apertou, as unhas marcando levemente a pele, e então—sem aviso—ela deslizou a mão por baixo dele, os dedos encontrando a ereção dura, pulsante, que se projetava contra a maca. — *Puta que pariu.* — Ele se arqueou, o quadril se movendo contra a mão dela, buscando fricção. Clara não o deixou escapar. Envolveu-o com os dedos, apertando com força suficiente para fazê-lo gemer, mas não o suficiente para aliviar a tensão. — Você quer gozar? — perguntou, a voz um sussurro rouco enquanto a mão livre deslizava pela coxa dele, os dedos se aproximando do ponto onde as pernas se encontravam. — Ou quer que eu te faça esperar? Daniel virou a cabeça, os olhos queimando nos dela. — Eu quero que você *me use*. Clara sorriu, lenta e perigosa. — Então se vire. Ele obedeceu, o corpo grande se movendo com uma graça surpreendente, deitando-se de costas na maca. Clara não perdeu tempo. Subiu sobre ele, os joelhos afundando no estofado macio ao lado dos quadris dele, os dedos ainda envolvendo a ereção, agora livre e exposta. Daniel gemeu quando ela começou a se mover, os quadris balançando em um ritmo lento, a mão deslizando para cima e para baixo enquanto os lábios dela encontravam o peito dele, a língua traçando círculos ao redor do mamilo. — Porra, Clara… — Ele estendeu as mãos, agarrando os quadris dela, puxando-a para baixo, mas ela resistiu, mantendo o controle. — Shhh. — Ela mordeu o lábio inferior dele, os dentes afundando levemente antes de soltar. — Eu disse que *eu* ia te usar. Com um movimento rápido, ela se afastou, deixando-o ofegante, e pegou mais óleo, derramando-o sobre o peito dele antes de espalhá-lo com as mãos, os dedos se arrastando pelos músculos definidos, descendo até o abdômen, onde os pelos escuros formavam uma trilha tentadora. Daniel prendeu a respiração quando ela se inclinou, os lábios seguindo o mesmo caminho, a língua quente e úmida traçando cada linha, cada curva, até que ele gemeu, os dedos se enterrando nos cabelos dela. — Você é uma bruxa — ele murmurou, a voz rouca. — E você adora. — Clara olhou para ele, os olhos brilhando de malícia, antes de descer ainda mais, a boca pairando sobre a ereção latejante. — Não é? Ele não respondeu. Em vez disso, ergueu os quadris, buscando contato, mas ela se afastou, rindo baixinho. — Responde. — *Sim.* — A palavra saiu como um gemido quando ela finalmente o envolveu com os lábios, a língua girando ao redor da ponta antes de descer, lenta e deliberadamente. Daniel gemeu, o corpo inteiro se tensionando, e Clara sentiu o gosto salgado do pré-sêmen, o calor pulsante contra a língua. Ela o levou até o limite, os lábios e a mão trabalhando em uníssono, os dedos apertando a base enquanto a boca subia e descia, cada movimento calculado para prolongar o prazer, para torturá-lo. Daniel agarrou os lençóis, os nós dos dedos brancos, a respiração saindo em arquejos curtos e descontrolados. — Clara… eu não… eu vou— — Ainda não. — Ela o soltou com um estalo úmido, os lábios brilhando, e se ajoelhou sobre ele, os quadris pairando sobre a ereção. — Você goza quando eu disser. Os olhos dele queimaram nos dela, escuros de desejo, de necessidade. — Então diz. Clara sorriu, lenta e perigosa, e se abaixou, os lábios roçando os dele enquanto os quadris se moviam, a umidade entre as pernas dela deslizando contra a ponta da ereção. Daniel gemeu contra a boca dela, as mãos agarrando os quadris, tentando puxá-la para baixo, mas ela resistiu, mantendo o controle. — *Agora* — sussurrou, e então se deixou cair, a ereção a preenchendo de uma só vez, o corpo inteiro se contraindo ao redor dele. Daniel gemeu, longo e rouco, as mãos apertando os quadris dela com força suficiente para deixar marcas. Clara não se importou. Ela começou a se mover, os quadris balançando em um ritmo lento e profundo, cada movimento arrancando um gemido dos lábios dele. A sala se encheu com o som da pele batendo contra pele, dos suspiros entrecortados, do óleo escorrendo pelos corpos entrelaçados. — *Porra, Clara…* — Daniel ergueu os quadris, encontrando cada movimento dela, os dedos se enterrando na carne enquanto ela acelerava, o ritmo se tornando frenético, desesperado. — Eu não consigo… eu não vou durar… — Então não dura. — Ela se inclinou para frente, os lábios encontrando o pescoço dele, os dentes afundando na pele enquanto os quadris batiam contra os dele, cada investida mais profunda, mais intensa. — Goza pra mim. Daniel gemeu, o corpo inteiro se tensionando, e então—com um grito rouco—ele se arqueou, o orgasmo o atingindo com força, o calor pulsando dentro dela enquanto Clara continuava a se mover, prolongando o prazer, arrancando cada gota dele. Por um momento, houve apenas o som das respirações ofegantes, dos corpos suados se movendo juntos, ainda unidos. Clara se inclinou para frente, os lábios roçando a orelha dele enquanto sussurrava: — Isso foi só o *começo* do que eu posso fazer com você. Daniel virou a cabeça, os olhos escuros encontrando os dela, e ela viu neles a mesma fome, a mesma necessidade que sentia. Ele não disse nada. Apenas estendeu a mão, os dedos se enterrando nos cabelos dela, puxando-a para um beijo lento, profundo, cheio de promessas. E Clara soube que a noite estava longe de acabar. O ar na sala estava denso, carregado com o cheiro de óleo de amêndoas e suor, o calor dos corpos se misturando ao vapor que ainda subia das toalhas aquecidas. Clara sentia cada respiração de Daniel sob ela, profunda e irregular, como se ele estivesse tentando conter algo que já não cabia mais dentro de si. Os dedos dele apertavam seus quadris com força, as unhas marcando a pele macia enquanto ela se movia em um ritmo que oscilava entre o controle e a rendição. — Você gosta de me provocar — ele murmurou, a voz rouca, os olhos fixos nos dela enquanto ela se erguia e descia, lenta demais, deliberadamente cruel. — Mas eu também sei brincar. Antes que ela pudesse responder, Daniel inverteu as posições com um movimento ágil, prendendo-a sob seu corpo. Clara arqueou as costas, os mamilos duros roçando contra o peito dele, a sensação enviando faíscas direto para o ventre. Ele não esperou, não pediu permissão—apenas segurou os pulsos dela acima da cabeça com uma mão, enquanto a outra deslizava entre os dois, os dedos encontrando o ponto exato onde ela mais precisava. — Ah, *porra*— ela gemeu, os dentes afundando no lábio inferior enquanto ele a penetrava com dois dedos, curvando-os em um movimento que a fez tremer. — Daniel... — Diga o que você quer — ele exigiu, a boca pairando sobre a dela, o hálito quente misturado ao perfume do óleo. — Quer que eu pare? Ou quer que eu te faça gozar assim, antes mesmo de eu entrar de novo? Clara soltou uma risada baixa, desafiadora, os quadris se movendo contra a mão dele em busca de mais fricção. — Você não teria coragem. Ele sorriu, lento e perigoso, e então retirou os dedos. Clara quase protestou, mas antes que pudesse, ele já estava se posicionando entre suas pernas, a ponta do pau roçando contra ela, molhada e escorregadia. — Tem certeza? Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, envolveu as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para dentro com um movimento brusco. Daniel gemeu, os músculos dos braços se tensionando enquanto se segurava acima dela, os olhos escuros fixos nos dela enquanto começava a se mover. Não havia mais delicadeza. Não havia mais o jogo de sedução calculada, os toques sutis, as provocações sussurradas. Agora era pura necessidade, corpos se chocando em um ritmo primitivo, cada investida mais profunda, mais urgente. Clara sentia cada centímetro dele preenchendo-a, esticando-a, marcando-a por dentro, e a sensação era quase demais—demais, mas nunca o suficiente. — Mais — ela implorou, as unhas cravando nas costas dele, arranhando a pele até deixar marcas vermelhas. — Mais forte. Daniel obedeceu, os quadris batendo contra os dela com uma força que fazia a mesa de massagem ranger sob eles. O som dos corpos se encontrando ecoava na sala, misturado aos gemidos roucos, aos suspiros entrecortados, ao som úmido e obsceno da carne se unindo. Clara sentia o orgasmo se construindo dentro dela, uma onda lenta e implacável que começava no ventre e se espalhava por cada nervo, cada músculo, até que seu corpo inteiro tremia. — Eu vou... — ela conseguiu dizer, as palavras se perdendo em um gemido quando ele mudou o ângulo, atingindo um ponto que a fez ver estrelas. — Eu sei — Daniel murmurou, a voz áspera, os lábios roçando a orelha dela enquanto aumentava o ritmo, os quadris se movendo em círculos agora, como se quisesse garantir que ela sentisse cada centímetro dele. — Goza pra mim, Clara. Goza no meu pau. As palavras foram o suficiente. O corpo dela se contraiu ao redor dele, os músculos internos apertando com força enquanto o orgasmo a atingia como um raio, arrancando um grito rouco de sua garganta. Daniel não parou, continuando a se mover dentro dela, prolongando o prazer até que ela estivesse mole, trêmula, os dedos dos pés se curvando enquanto tentava recuperar o fôlego. Mas ele não tinha terminado. Com um movimento rápido, Daniel a virou de bruços, puxando seus quadris para cima até que ela estivesse de quatro, as mãos apoiadas na mesa. Clara sentiu o pau dele roçar contra sua entrada, molhada e inchada, e gemeu quando ele empurrou para dentro de novo, preenchendo-a com uma única estocada profunda. — Porra — ele rosnou, as mãos segurando seus quadris com força enquanto começava a se mover, cada investida mais brutal que a anterior. — Você é tão gostosa assim... tão apertada... caralho, Clara... Ela mal conseguia pensar. Cada movimento dele a fazia tremer, o prazer se reconstruindo dentro dela com uma intensidade que a assustava. Sentia as mãos dele deslizando pela sua coluna, os dedos se enroscando nos seus cabelos, puxando sua cabeça para trás enquanto ele se inclinava sobre ela, a boca encontrando o ponto sensível entre seu pescoço e ombro. — Você gosta disso? — ele sussurrou, os dentes roçando a pele dela enquanto continuava a se mover, o pau entrando e saindo em um ritmo implacável. — Gosta de ser fodida assim? — Sim — ela conseguiu dizer, a voz quebrada, as unhas cravando na madeira da mesa. — Mais... por favor... Daniel não precisou de mais incentivo. Ele a segurou com mais força, os quadris batendo contra os dela em um ritmo frenético, o som da pele se chocando preenchendo a sala. Clara sentiu o orgasmo se aproximando de novo, mais intenso, mais avassalador, e quando ele alcançou entre as pernas dela, os dedos encontrando seu clitóris inchado, ela não teve como resistir. — Daniel— ela gritou, o corpo inteiro se tensionando enquanto o prazer a atravessava, os músculos internos apertando ao redor dele com uma força que o fez gemer alto. — Caralho, Clara... — ele rosnou, as estocadas se tornando erráticas enquanto seu próprio orgasmo o atingia, o calor pulsando dentro dela enquanto ele se enterrava até o fim, os dedos cravados em seus quadris com força suficiente para deixar marcas. Por um longo momento, não houve nada além do som das respirações ofegantes, dos corpos suados se movendo juntos, ainda unidos. Clara sentia o peso dele sobre ela, o peito pressionado contra suas costas, o coração batendo tão rápido quanto o seu. Lentamente, Daniel se retirou, deixando-a vazia, mas ainda sentindo o rastro do prazer latejando dentro dela. Ele a virou de novo, os olhos escuros encontrando os dela enquanto a puxava para um beijo lento, profundo, cheio de promessas não ditas. Clara sentiu o gosto do suor, do desejo, daquela conexão que ia além do físico. Quando ele se afastou, os lábios ainda roçando os dela, havia algo novo em seu olhar—algo que ela reconheceu porque sentia o mesmo. — Isso foi... — ele começou, a voz rouca, mas Clara o interrompeu com um sorriso. — Ainda não acabou — ela murmurou, os dedos deslizando pelo peito dele, sentindo os músculos se contraírem sob o toque. — A noite é longa, Daniel. E eu ainda tenho muito o que te mostrar. Clara ainda sentia o calor residual do corpo dele contra o seu, a pele úmida de suor e óleo, os músculos relaxados sob a pressão dos dedos que, agora, apenas repousavam sobre o peito de Daniel. O ar da sala estava denso, carregado com o cheiro de sexo e sândalo, um perfume que se misturava ao aroma cítrico do óleo que ela havia usado mais cedo. A respiração de ambos, embora mais lenta, ainda carregava a urgência do que acabara de acontecer—um ritmo entrecortado, como se o corpo se recusasse a voltar completamente ao normal. Daniel estava deitado de costas, um braço dobrado sob a cabeça, o outro descansando sobre o ventre de Clara, os dedos traçando círculos preguiçosos em sua pele. Os olhos dele, antes escuros de desejo, agora brilhavam com uma espécie de satisfação preguiçosa, como se o mundo tivesse se reduzido àquele momento, àquela mulher, àquela sensação de plenitude que nenhum dos dois queria que acabasse. Ele virou o rosto para ela, os lábios entreabertos em um sorriso que não era apenas de prazer, mas de algo mais profundo—algo que Clara reconheceu porque também sentia. — Você é perigosa — ele murmurou, a voz ainda rouca, mas agora tingida de uma suavidade que ela não tinha ouvido antes. Clara riu baixinho, o som vibrando contra o ombro dele, onde sua cabeça repousava. Ela deslizou a mão pelo peito de Daniel, sentindo o batimento cardíaco sob a palma, lento, mas ainda acelerado o suficiente para lembrá-la do que haviam feito. — Perigosa? — ela repetiu, erguendo uma sobrancelha. — Ou apenas boa no que faço? — As duas coisas — ele respondeu, os dedos subindo pelo braço dela, deixando um rastro de arrepios. — Mas não é só isso. É como você faz. Como se soubesse exatamente o que eu preciso antes mesmo de eu saber. Clara se apoiou em um cotovelo, olhando para ele com um sorriso que era ao mesmo tempo provocante e terno. A luz suave dos abajures lançava sombras dançantes sobre os corpos deles, destacando as curvas, as linhas, os vestígios do que havia sido uma noite de entrega absoluta. Ela passou a ponta dos dedos pelo lábio inferior de Daniel, sentindo a maciez, o calor. — E o que você precisa agora? — ela perguntou, a voz baixa, quase um sussurro. Daniel segurou o pulso dela, levando a mão aos lábios e depositando um beijo lento na palma. Os olhos dele não deixaram os dela enquanto fazia isso, e Clara sentiu um arrepio percorrer sua espinha, como se aquele simples gesto fosse uma promessa de algo que ainda estava por vir. — De mais — ele disse, simplesmente. — De você. De nós. De noites como esta. Ela sorriu, mas havia uma sombra de dúvida nos olhos dele, algo que Clara não esperava. Daniel era um homem seguro, confiante—pelo menos era o que transparecia. Mas ali, naquele momento de vulnerabilidade pós-prazer, havia uma pergunta não dita pairando entre eles. — O que foi? — ela perguntou, inclinando a cabeça. Daniel hesitou por um segundo, como se estivesse escolhendo as palavras com cuidado. Então, soltou um suspiro e passou a mão pelo rosto, como se tentasse clarear os pensamentos. — Eu não faço isso — ele admitiu. — Não costumo... me deixar levar assim. Não com estranhos. Clara arqueou uma sobrancelha, mas não disse nada. Apenas esperou, deixando que ele encontrasse o caminho. — Mas com você — ele continuou, os dedos voltando a traçar padrões na pele dela —, foi diferente. Desde o primeiro toque. Como se você já me conhecesse. Como se soubesse exatamente onde eu estava quebrado. Ela não riu, não fez piada. Em vez disso, se aproximou um pouco mais, até que seus lábios estivessem a centímetros dos dele. — Talvez eu saiba — ela murmurou. — Talvez eu tenha sentido isso em você desde o momento em que entrou aqui. A tensão não era só nos ombros, Daniel. Era em tudo. No jeito como você apertava os punhos, no modo como evitava olhar diretamente para mim no começo. Como se tivesse medo de que eu visse demais. Ele fechou os olhos por um instante, como se as palavras dela o atingissem em algum lugar profundo. Quando os abriu novamente, havia uma intensidade nova neles. — E você viu? — ele perguntou. Clara sorriu, lenta e deliberadamente, e então se inclinou para beijá-lo. Não foi um beijo urgente, como os de antes. Foi lento, quase preguiçoso, como se tivessem todo o tempo do mundo. Quando se afastou, seus lábios ainda roçavam os dele. — Vi — ela sussurrou. — E gostei do que vi. Daniel soltou um suspiro que parecia carregar o peso de algo que ele vinha segurando há muito tempo. Então, de repente, rolou sobre ela, prendendo-a entre os braços, o corpo quente e pesado contra o dela. Clara riu, surpresa, mas não resistiu. Ele enterrou o rosto no pescoço dela, inalando profundamente, como se quisesse memorizar o cheiro da pele dela. — Eu quero repetir — ele disse, a voz abafada contra a clavícula dela. — Não só hoje. Não só essa noite. Quero mais. Clara passou os dedos pelos cabelos dele, sentindo a textura macia, os fios úmidos de suor. Ela sabia que aquilo era perigoso. Sabia que se deixasse, poderia se perder nele. Mas, naquele momento, não se importava. — Então vamos repetir — ela respondeu, puxando o rosto dele para cima, até que seus olhos se encontrassem novamente. — Mas não aqui. Não assim. Daniel franziu a testa, confuso. — Como, então? Clara sorriu, maliciosa, e deslizou a mão pelo peito dele, descendo lentamente, até que seus dedos se enrolassem ao redor da base do pau dele, que já começava a dar sinais de vida novamente. — Em um lugar onde não precisemos nos preocupar com o horário de fechamento da clínica — ela murmurou. — Onde eu possa te explorar sem pressa. Onde você possa me mostrar tudo o que aprendeu hoje. Daniel gemeu baixinho, os quadris se movendo instintivamente contra a mão dela. — Você está me matando — ele sussurrou. Clara riu, apertando-o de leve, sentindo-o endurecer completamente sob seu toque. — Ainda não — ela disse. — Mas estou disposta a tentar. Ele a beijou novamente, com mais urgência dessa vez, as mãos deslizando pelo corpo dela, relembrando cada curva, cada ponto que a fazia tremer. Clara se entregou ao beijo, ao toque, ao calor que começava a se espalhar entre eles mais uma vez. Mas, antes que as coisas fossem longe demais, ela o empurrou de leve, interrompendo o momento. — Espere — ela disse, a voz ofegante. — Precisamos ir. Daniel olhou para ela, os olhos escuros de desejo, mas também de curiosidade. — Ir? Para onde? Clara se sentou, pegando o lençol e enrolando-o ao redor do corpo, como se de repente se lembrasse de onde estavam. A clínica estava silenciosa, mas o ar ainda carregava a energia do que havia acontecido ali. Ela olhou para o relógio na parede—quase três da manhã. — Para um lugar onde não precisemos nos despedir — ela respondeu, estendendo a mão para ele. — Onde possamos continuar isso sem pressa. Daniel hesitou por um segundo, como se estivesse considerando a ideia de simplesmente ignorar o mundo lá fora e ficar ali com ela. Mas então, com um suspiro, pegou a mão dela e se levantou, o corpo nu e glorioso à luz suave dos abajures. Clara não pôde deixar de admirar a visão—os músculos definidos, as marcas vermelhas que suas unhas haviam deixado nas costas dele, a forma como ele se movia com uma confiança que agora parecia mais leve, como se tivesse deixado um peso para trás. Os dois se vestiram em silêncio, trocando olhares cúmplices enquanto calçavam as roupas, como se estivessem compartilhando um segredo. Clara passou os dedos pelos cabelos, tentando domar os fios rebeldes, enquanto Daniel ajustava a camisa, o tecido roçando contra a pele ainda sensível. Quando terminaram, ele se aproximou dela, puxando-a para um último beijo. — Você está me levando para algum lugar? — ele perguntou, a voz baixa, os lábios ainda próximos dos dela. Clara sorriu, pegando a bolsa e jogando-a sobre o ombro. — Estou — ela respondeu. — E você vai gostar. Daniel não fez mais perguntas. Apenas segurou a mão dela, entrelaçando os dedos, como se já soubesse que, a partir daquele momento, não queria mais soltá-la. A clínica estava mergulhada no silêncio quando eles saíram da sala, as luzes dos abajures lançando sombras longas pelo corredor. O ar lá fora estava fresco, uma brisa suave que contrastava com o calor que ainda queimava entre eles. Clara respirou fundo, sentindo o cheiro da noite—umidade, flores distantes, o perfume do asfalto molhado. Daniel apertou a mão dela, como se quisesse ter certeza de que ela ainda estava ali. — Para onde vamos? — ele perguntou novamente, mas agora havia uma expectativa na voz, como se soubesse que a resposta seria importante. Clara parou por um segundo, olhando para ele com um sorriso que era ao mesmo tempo misterioso e cheio de promessas. — Para o meu apartamento — ela respondeu. — Onde podemos continuar isso sem pressa. Onde não precisamos nos despedir. Daniel não disse nada. Apenas a puxou para mais perto, beijando-a novamente, como se quisesse selar a promessa daquele momento. Quando se afastou, havia um brilho nos olhos dele que Clara não tinha visto antes—algo que ia além do desejo, além da luxúria. Era algo mais profundo, mais intenso. — Então vamos — ele murmurou, a voz rouca. — Antes que eu mude de ideia e te leve de volta para aquela sala. Clara riu, puxando-o pela mão em direção ao estacionamento. O carro dela estava parado sob a luz amarelada de um poste, e quando ela destrancou as portas, Daniel a empurrou suavemente contra a lataria, prendendo-a entre os braços, os lábios encontrando os dela mais uma vez. — Você é impossível — ela murmurou contra a boca dele, mas não fez nenhum movimento para afastá-lo. — E você adora isso — ele respondeu, os dentes roçando levemente o lábio inferior dela. Clara não negou. Apenas o beijou de volta, deixando que o calor do corpo dele a envolvesse mais uma vez, como se soubesse que, naquela noite, ainda havia muito mais por vir. Eles entraram no carro, as mãos ainda entrelaçadas, como se nenhum dos dois quisesse quebrar a conexão. Clara ligou o motor, mas antes de sair, virou-se para Daniel, os olhos brilhando com uma mistura de malícia e ternura. — Prepare-se — ela disse, a voz baixa, carregada de promessas. — Porque a noite está longe de acabar. Daniel sorriu, apertando a mão dela com mais força. — Estou contando com isso.

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