O Último Toque da Noite

MassagemPor Tonkix13 leituras
O Último Toque da Noite
**O Último Toque da Noite** A clínica de massagens *Equilíbrio* estava quase vazia quando Clara apagou as luzes da recepção. O relógio na parede marcava vinte para as dez, e o silêncio da noite envolvia o ambiente como um manto. Ela adorava esses momentos, quando o último cliente ia embora e o espaço se tornava só seu, cheio de promessas de tranquilidade. Mas hoje, algo parecia diferente. Ouviu o som da porta se abrindo e, por reflexo, ajeitou o jaleco branco sobre o corpo. Era ele. Daniel. O último agendamento do dia, como sempre. Um homem de presença marcante, com ombros largos e mãos que pareciam feitas para segurar, não apenas para apertar. Ele entrou com aquele sorriso discreto, o mesmo que fazia Clara prender a respiração toda vez que o via. — Boa noite, Clara — disse ele, a voz grave e calma, como se soubesse exatamente o efeito que causava. — Boa noite, Daniel. Pode se acomodar na sala três, por favor? — respondeu ela, tentando manter o tom profissional, mas sentindo o calor subir pelo pescoço. Ele assentiu e seguiu pelo corredor estreito, deixando para trás o aroma de sândalo e algo mais, algo que Clara não conseguia definir, mas que a fazia imaginar como seria sentir aquele cheiro misturado ao seu. Ela respirou fundo antes de entrar na sala. A luz suave dos abajures criava sombras dançantes nas paredes, e o óleo de massagem já estava aquecido, pronto para ser usado. Daniel estava deitado de bruços na maca, a toalha branca cobrindo apenas o necessário. Clara mordeu o lábio ao ver a pele exposta, os músculos definidos das costas, a curva suave da coluna. — Hoje vamos trabalhar um pouco mais a região lombar, se você concordar — disse ela, aproximando-se e deixando as mãos pairando sobre ele, sem tocar. — Concordo com tudo o que você sugerir — respondeu ele, virando o rosto para encará-la. Os olhos escuros encontraram os dela, e Clara sentiu um arrepio percorrer a espinha. Ela começou devagar, espalhando o óleo nas mãos antes de deslizá-las sobre os ombros de Daniel. Os músculos estavam tensos, mas não mais do que os seus próprios. Cada toque era calculado, profissional, mas havia algo de diferente naquela noite. Talvez fosse o cansaço do dia, ou o fato de estarem sozinhos no silêncio da clínica. Ou talvez fosse apenas ele. — Você está mais tensa que o normal — comentou Daniel, a voz abafada pelo rosto pressionado contra a maca. — É só o fim do expediente — mentiu ela, mas suas mãos traíram a verdade, movendo-se com mais firmeza, como se quisessem provar algo. Ele soltou um gemido baixo quando os polegares de Clara pressionaram um ponto específico nas costas, e o som reverberou pelo corpo dela, fazendo-a apertar as coxas. *Isso não é profissional*, pensou, mas não parou. Não queria parar. — Clara… — ele murmurou, virando-se de repente, a toalha escorregando um pouco mais. Os olhos dele estavam escuros, intensos. — Eu não vim aqui só pela massagem. Ela engoliu em seco, as mãos ainda pairando sobre a pele dele. O ar entre eles parecia carregado, como antes de uma tempestade. *Ele também sente*, pensou, e o pensamento a deixou ainda mais excitada. — O que você veio fazer aqui, então? — perguntou, a voz saindo mais rouca do que pretendia. Daniel se sentou devagar, a toalha caindo completamente, revelando o corpo nu e pronto. Clara não desviou o olhar. Não podia. Não queria. — Eu vim porque não consigo parar de pensar em você — confessou ele, estendendo a mão para tocar o rosto dela. — Em como seria sentir suas mãos em mim sem nada entre nós. Clara fechou os olhos por um segundo, sentindo o calor da mão dele contra sua pele. Quando os abriu novamente, não havia mais dúvida. Ela se aproximou, deixando que os corpos se encontrassem, e o beijo foi inevitável. Quente, urgente, cheio de tudo o que haviam reprimido por tanto tempo. As mãos de Daniel deslizaram pelo corpo dela, tirando o jaleco com uma pressa que a fez rir contra os lábios dele. Clara correspondeu, explorando cada centímetro da pele exposta, sentindo os músculos se contraírem sob seus dedos. Não havia mais massagem, não havia mais profissionalismo. Havia apenas eles, o calor, o desejo. — Eu quero você — sussurrou ele, mordiscando o lóbulo da orelha dela, fazendo-a arquear as costas. — Então me tenha — respondeu ela, puxando-o para mais perto, até que não houvesse mais espaço entre os corpos. A maca rangeu levemente quando Daniel a deitou sobre ela, cobrindo-a com seu peso. Clara envolveu as pernas ao redor da cintura dele, sentindo a prova de seu desejo pressionando contra ela. Os beijos se tornaram mais profundos, as mãos mais ousadas, explorando, provocando, levando-os cada vez mais perto do limite. — Você é linda — murmurou ele, deslizando os lábios pelo pescoço dela, descendo até os seios, onde deixou marcas de sua passagem. Clara gemeu, enroscando os dedos nos cabelos dele, puxando-o para mais perto. Ela queria mais. Precisava de mais. E Daniel parecia disposto a dar tudo o que ela pedia. As mãos dele encontraram o caminho entre as pernas dela, e Clara arqueou o corpo, oferecendo-se sem reservas. Os dedos dele eram hábeis, conhecedores, como se soubessem exatamente onde tocar para fazê-la perder o controle. Ela mordeu o lábio para não gritar, mas o som escapou mesmo assim, ecoando pela sala vazia. — Por favor — pediu ela, a voz trêmula de desejo. — Eu preciso de você. Daniel não precisou de mais incentivo. Com um movimento rápido, ele a penetrou, e o gemido que escapou dos lábios de Clara foi de alívio e prazer. Os corpos se moveram em sincronia, como se sempre tivessem sido feitos um para o outro. Cada investida era mais profunda, mais intensa, levando-os cada vez mais alto. Clara sentiu o orgasmo se aproximando, uma onda de prazer que ameaçava engoli-la por completo. Ela se agarrou a Daniel, as unhas cravando-se nas costas dele, e ele gemeu em resposta, acelerando o ritmo. — Goza para mim — sussurrou ele, a voz rouca de desejo. — Eu quero sentir você. E foi o que ela fez. O prazer a atingiu como um raio, fazendo-a gritar o nome dele enquanto o corpo tremia sob o dele. Daniel a seguiu logo depois, enterrando-se profundamente nela enquanto encontrava sua própria liberação. Por um momento, não houve som algum na sala, apenas a respiração ofegante dos dois e o coração batendo acelerado. Clara sentiu os braços de Daniel envolvendo-a, puxando-a para mais perto, como se não quisesse deixá-la ir. — Isso foi… — ela começou, mas não conseguiu encontrar as palavras. — Perfeito — completou ele, beijando-a suavemente nos lábios. — E eu não quero que seja só hoje. Clara sorriu, sentindo o calor se espalhar pelo peito. Ela também não queria que fosse só hoje. Mas, por enquanto, estava satisfeita em apenas ficar ali, nos braços dele, sentindo o peso delicioso daquela noite. Quando finalmente se levantaram, o relógio marcava quase onze horas. Clara vestiu o jaleco novamente, mas o sorriso no rosto não tinha nada de profissional. Daniel se aproximou, puxando-a para um último beijo. — Até semana que vem? — perguntou ele, os olhos brilhando com promessas. — Até semana que vem — respondeu ela, sabendo que, dali em diante, as noites na clínica *Equilíbrio* nunca mais seriam as mesmas.

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