Entre Lembranças e Lençóis

LésbicoPor Tonkix8 leituras
Entre Lembranças e Lençóis
**O Reencontro Inesperado** A chuva batia suavemente na janela do pequeno apartamento de Clara, criando uma melodia relaxante que contrastava com a agitação em seu peito. Ela olhava para o relógio pela terceira vez em cinco minutos, os dedos tamborilando na mesa de centro. Isabel estava atrasada. Não que isso fosse novidade — Isabel sempre se atrasava para tudo, desde os tempos de escola. Mas hoje era diferente. Hoje, Clara tinha algo importante para dizer. As duas haviam se conhecido aos oito anos, quando Isabel se mudou para a casa ao lado. Desde então, eram inseparáveis: dividiam segredos, sonhos, e até mesmo a mesma cama nas noites de tempestade, quando o medo do escuro as unia. Mas a vida as separou. Isabel foi para outra cidade cursar a faculdade, e Clara ficou, mergulhada em seu trabalho como ilustradora. Agora, depois de cinco anos sem se verem pessoalmente, Isabel estava de volta. E Clara não conseguia parar de pensar no quanto sua amiga havia mudado — ou talvez no quanto ela mesma havia mudado. O som da campainha a fez pular. Clara respirou fundo antes de abrir a porta, e ali estava ela: Isabel, com os cabelos castanhos molhados pela chuva, os olhos verdes brilhando como sempre, e aquele sorriso que fazia Clara se sentir em casa. Isabel carregava uma garrafa de vinho e um olhar curioso. — Desculpa o atraso — disse Isabel, entrando e sacudindo a água do casaco. — O trânsito estava um caos. — Não tem problema — Clara respondeu, fechando a porta. — Você chegou, isso é o que importa. Isabel olhou ao redor, absorvendo os detalhes do apartamento: as prateleiras cheias de livros, os quadros nas paredes, as plantas que Clara insistia em cuidar como se fossem filhos. Era como voltar no tempo, mas ao mesmo tempo, tudo parecia novo. — Você não mudou nada — Isabel comentou, sorrindo. — Mentira — Clara riu. — Você é que sempre foi boa em fingir que não vê as coisas. Isabel ergueu uma sobrancelha, intrigada, mas não disse nada. Em vez disso, entregou a garrafa de vinho para Clara. — Vamos abrir isso? Acho que precisamos. **O Vinho e as Confissões** Elas se sentaram no sofá, os copos cheios, e o silêncio entre elas não era desconfortável, mas carregado de algo que nenhuma das duas ousava nomear. Isabel foi a primeira a quebrá-lo. — Sabe, Clara, eu senti sua falta. Mais do que imaginava. Clara sentiu um calor subir pelo pescoço. Ela tomou um gole de vinho, ganhando tempo. — Eu também. Mas acho que... senti sua falta de um jeito que não sabia explicar. Isabel a observou, os olhos verdes fixos nos dela. Havia uma intensidade ali que Clara nunca tinha visto antes, ou talvez nunca tivesse permitido a si mesma enxergar. — Como assim? Clara respirou fundo. Era agora ou nunca. — Isabel, eu... eu sempre gostei de você. Mais do que como amiga. E acho que isso me assustou tanto que acabei me afastando, mesmo sem querer. O silêncio que se seguiu foi denso. Isabel não desviou o olhar, mas Clara viu algo mudar em sua expressão — surpresa, talvez, ou alívio. — Clara... — Isabel começou, mas parou, como se as palavras tivessem sumido. — Você não precisa dizer nada — Clara apressou-se em dizer. — Eu só precisava que você soubesse. Não quero estragar nossa amizade. Isabel colocou o copo na mesa e se aproximou, os dedos roçando levemente no braço de Clara. O toque foi como uma faísca. — E se eu dissesse que também senti isso? Que passei anos me perguntando como seria beijar você? Clara sentiu o coração disparar. Ela olhou para os lábios de Isabel, tão próximos, e soube que não havia mais volta. — Eu diria que você está brincando comigo. — Não estou — Isabel sussurrou, fechando o espaço entre elas. O primeiro beijo foi suave, hesitante, como se as duas estivessem testando as águas. Mas então Isabel aprofundou o beijo, e Clara respondeu com a mesma intensidade, os anos de desejo reprimido explodindo em um instante. As mãos de Isabel se enroscaram nos cabelos de Clara, puxando-a para mais perto, enquanto Clara agarrava a blusa de Isabel, como se temesse que ela pudesse desaparecer. **O Toque que Falava Mais que Palavras** Elas se separaram apenas para respirar, os rostos corados, os lábios inchados. Isabel olhou para Clara com um sorriso que era ao mesmo tempo tímido e cheio de promessas. — Isso foi... inesperado — Isabel murmurou. — Ou talvez sempre tenha sido inevitável — Clara respondeu, passando os dedos pelo rosto de Isabel. Isabel fechou os olhos por um momento, aproveitando o toque. Quando os abriu novamente, havia uma determinação neles. — Clara, eu não quero que isso seja só um beijo. Eu quero... tudo. Clara sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ela sabia o que Isabel estava pedindo, e o desejo que sentia era quase insuportável. — Então me leve para a cama — Clara sussurrou. Isabel não precisou de mais incentivo. Ela se levantou e estendeu a mão para Clara, que a segurou sem hesitar. Elas caminharam até o quarto, os corpos colados, as mãos explorando, como se precisassem se certificar de que aquilo era real. Quando chegaram à cama, Isabel empurrou Clara suavemente, fazendo-a deitar, e se ajoelhou entre suas pernas. — Você é linda — Isabel murmurou, passando as mãos pelas coxas de Clara. — Sempre foi. Clara mordeu o lábio, sentindo o calor se espalhar por seu corpo. Ela puxou Isabel para cima dela, beijando-a com urgência, enquanto suas mãos deslizavam por baixo da blusa de Isabel, sentindo a pele macia e quente. — Eu quero você — Clara disse entre beijos. — Toda você. Isabel sorriu contra seus lábios e começou a desabotoar a blusa de Clara, revelando sua pele pouco a pouco. Quando a blusa caiu no chão, Isabel se afastou por um momento, apenas para admirar Clara, os olhos percorrendo cada curva, cada detalhe. — Você não tem ideia do quanto eu sonhei com isso — Isabel confessou, inclinando-se para beijar o pescoço de Clara, descendo até seus seios. Clara arqueou as costas, gemendo quando Isabel envolveu um mamilo com a boca, a língua quente e úmida provocando arrepios. As mãos de Isabel não paravam, explorando cada centímetro de Clara, como se quisesse memorizar seu corpo. Clara, por sua vez, não ficou passiva. Ela puxou a blusa de Isabel, tirando-a com pressa, e então desabotoou o sutiã, liberando os seios pequenos e firmes de Isabel. — Você também é linda — Clara sussurrou, beijando Isabel com devoção, enquanto suas mãos desciam até o botão da calça jeans. Isabel ajudou, levantando os quadris para que Clara pudesse tirar a calça e a calcinha de uma só vez. Agora, as duas estavam nuas, os corpos entrelaçados, as peles se tocando, se aquecendo. Isabel se posicionou entre as pernas de Clara, e Clara sentiu a umidade de Isabel contra sua coxa, um sinal claro de que ela também estava pronta. — Isabel... — Clara gemeu, puxando-a para mais perto. Isabel não precisou de mais convite. Ela deslizou uma mão entre os corpos delas, encontrando o clitóris de Clara com os dedos, e começou a massageá-lo em círculos lentos. Clara gemeu alto, as unhas cravando nas costas de Isabel, enquanto Isabel acelerava o ritmo, sentindo Clara se contorcer sob seu toque. — Isso... assim... — Clara sussurrou, os olhos fechados, a respiração ofegante. Isabel se inclinou para beijá-la, engolindo seus gemidos, enquanto seus dedos continuavam a trabalhar, levando Clara cada vez mais perto do limite. Quando Clara gozou, foi com um grito abafado contra os lábios de Isabel, o corpo tremendo, os músculos se contraindo em ondas de prazer. **O Despertar de um Novo Amor** Clara abriu os olhos lentamente, ainda ofegante, e encontrou Isabel olhando para ela com um sorriso satisfeito. Mas Isabel não tinha terminado. Ela deslizou pelo corpo de Clara, beijando seu estômago, suas coxas, até chegar entre suas pernas. Clara sentiu a respiração quente de Isabel contra sua pele sensível e soube o que estava por vir. — Isabel, você não precisa... — Clara começou, mas Isabel a interrompeu com um beijo suave em seu clitóris. — Eu quero — Isabel murmurou, antes de mergulhar a língua em Clara, explorando cada dobra, cada centímetro com uma devoção que fez Clara gemer alto. Clara agarrou os lençóis, os quadris se movendo instintivamente contra a boca de Isabel, enquanto Isabel a devorava com uma paixão que ela nunca tinha experimentado antes. Era como se Isabel estivesse faminta por ela, como se cada gemido de Clara fosse um incentivo para ir mais fundo, mais rápido. — Isabel, eu vou... — Clara conseguiu dizer, antes que uma segunda onda de prazer a atingisse, mais intensa que a primeira. Isabel não parou até que Clara estivesse completamente saciada, os gemidos se transformando em suspiros de satisfação. Então, ela subiu pelo corpo de Clara, beijando-a suavemente nos lábios, deixando que Clara sentisse seu próprio gosto. — Você é incrível — Clara murmurou, passando os dedos pelos cabelos de Isabel. — E você é deliciosa — Isabel respondeu, rindo baixinho. Clara puxou Isabel para um beijo, e então rolou as duas na cama, colocando Isabel debaixo dela. Ela queria retribuir o prazer, queria mostrar a Isabel o quanto ela também a desejava. — Agora é a minha vez — Clara sussurrou, deslizando pelo corpo de Isabel, beijando cada centímetro de pele, até chegar entre suas pernas. Isabel gemeu quando Clara a tocou, os dedos explorando sua umidade, antes de substituí-los pela língua. Clara adorou cada segundo, cada gemido que arrancava de Isabel, cada tremor que percorria seu corpo. Ela se perdeu no sabor de Isabel, na maneira como ela se contorcia sob seu toque, nas palavras suaves que escapavam de seus lábios. — Clara... por favor... — Isabel implorou, os dedos enroscados nos cabelos de Clara. Clara não a fez esperar. Ela acelerou o ritmo, levando Isabel ao limite, até que Isabel gozou com um grito, o corpo arqueando, os músculos se contraindo em espasmos de prazer. **O Amanhecer de uma Nova Vida** Elas ficaram deitadas na cama, os corpos entrelaçados, a respiração voltando ao normal. Clara descansava a cabeça no peito de Isabel, ouvindo as batidas de seu coração, enquanto Isabel brincava distraidamente com seus cabelos. — Isso foi... — Isabel começou, mas parou, como se não houvesse palavras para descrever. — Eu sei — Clara completou, sorrindo. Isabel beijou o topo da cabeça de Clara. — Eu não quero que isso seja só uma noite, Clara. Eu quero mais. Muito mais. Clara ergueu a cabeça para olhar nos olhos de Isabel. — Eu também. Mas e a nossa amizade? Isabel sorriu, um sorriso cheio de ternura. — Acho que acabamos de transformá-la em algo ainda melhor. Clara riu, sentindo um alívio que não sabia que precisava. Ela se aproximou e beijou Isabel suavemente nos lábios. — Então vamos ver onde isso nos leva. Isabel a puxou para mais perto, envolvendo-a em seus braços. — Para onde você quiser, Clara. Para onde você quiser. E assim, entre lembranças e lençóis, elas descobriram que o amor que sempre sentiram uma pela outra era apenas o começo de algo muito maior.

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